Governo analisa o calendário de 2026 e define a possível data para antecipar o 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS
Milhões de aposentados e pensionistas acompanham com atenção qualquer sinal sobre o pagamento antecipado do 13º salário do INSS em 2026. Esse dinheiro costuma representar um alívio no orçamento de quem depende do benefício mensal.
Nos últimos anos, o governo federal decidiu liberar esse valor antes do segundo semestre. Essa estratégia mudou o calendário tradicional e colocou o pagamento no primeiro semestre. Por isso, a expectativa cresce novamente em 2026.
Caso o governo repita a medida, cerca de 34 milhões de segurados poderão receber o dinheiro antes do previsto. Esse pagamento também movimenta a economia brasileira e injeta bilhões de reais no comércio e nos serviços.

O 13º salário do INSS funciona como um abono anual pago aos beneficiários da Previdência Social. A Previdência Social reúne benefícios pagos a trabalhadores que contribuíram durante a vida profissional. O Instituto Nacional do Seguro Social administra esses pagamentos. Esse valor extra costuma ser dividido em duas parcelas.
Tradicionalmente, o governo paga esse dinheiro apenas no segundo semestre. Porém, desde a pandemia, o governo passou a antecipar o pagamento. A decisão depende de um decreto presidencial. Esse decreto autoriza oficialmente a mudança nas datas do calendário de pagamento.
O governo vai atencipar o 13º salário esse ano?
Nos últimos anos, o governo manteve a antecipação. Em 2025, por exemplo, o pagamento começou ainda no primeiro semestre. O calendário liberou a primeira parcela entre 24 de abril e 8 de maio. Depois, o governo pagou a segunda parcela entre 26 de maio e 6 de junho.
Esse modelo beneficiou cerca de 34,2 milhões de aposentados, pensionistas e pessoas que recebem auxílios previdenciários. Além disso, a antecipação colocou cerca de R$ 73,3 bilhões em circulação na economia brasileira.
Segundo o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, esse dinheiro gera impacto direto no país. Ele afirmou que “são R$ 73,3 bilhões destinados ao pagamento do abono para aposentados e pensionistas”. Além disso, o ministro destacou outro ponto importante. “Esse valor retorna para a economia, então não há porque afirmar que é despesa, é investimento”. A declaração apareceu durante discussões sobre a antecipação do benefício.
Mas afinal, quem tem direito ao 13º salário do INSS? A regra inclui aposentados e pensionistas da Previdência Social. Também entram alguns beneficiários de auxílios previdenciários pagos pelo instituto. Porém, algumas pessoas não recebem esse valor. O BPC fica fora desse pagamento.
O que é o BPC?
O Benefício de Prestação Continuada atende idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de baixa renda. Esse benefício possui caráter assistencial. Por isso, ele não inclui o pagamento do 13º salário.
Outro detalhe chama atenção no calendário do INSS. O pagamento sempre segue o número final do benefício. Esse número aparece no cartão do segurado. O sistema ignora o último dígito verificador.
Esse dígito aparece depois do traço no número do benefício. Primeiro recebem os segurados que ganham até 1 salário mínimo. Depois, entram no calendário aqueles que recebem valores maiores.
Além disso, o aposentado pode consultar o valor antes mesmo do pagamento. O serviço aparece no aplicativo e no site Meu INSS. O Meu INSS funciona como uma plataforma digital da Previdência Social. O cidadão acessa diversos serviços dentro dela. Entre eles aparecem extratos de pagamento, pedidos de benefícios e consultas de valores.
Para verificar o 13º salário, o segurado entra com CPF e senha. Depois, o sistema mostra o extrato de pagamento com o valor do benefício e do abono anual.
Por fim, enquanto o governo não divulga o calendário oficial de 2026, a expectativa permanece alta. O histórico recente mostra que a antecipação virou uma prática frequente. Por isso, muitos especialistas acreditam em um cenário semelhante ao de 2025.
Contudo, se o governo repetir a estratégia, os pagamentos poderão começar novamente entre abril e maio. Até lá, aposentados e pensionistas seguem atentos às decisões oficiais do governo federal e do INSS.
