Câncer, assassinato e mais: 3 estrelas do Jornal Nacional que já morreram

Estrelas do Jornal Nacional, da Globo que já se foram e até hoje deixam saudades (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Globo/Canva)
O adeus aos ícones: Relembre as trajetórias marcantes de três estrelas do Jornal Nacional que nos deixaram, marcando a história da Globo com coragem e talento
O telejornalismo brasileiro carrega em sua história não apenas os fatos que moldaram o país, mas também as trajetórias de profissionais que se tornaram rostos familiares em milhões de lares. O Jornal Nacional (JN), pilar da notícia na Globo desde 1969, serviu de palco para talentos que definiram eras, desde a voz solene que abria as edições até os repórteres que arriscavam a vida na linha de frente contra os mais diversos crimes e abusos.
No entanto, o tempo e a fatalidade não poupam nem mesmo os grandes nomes da comunicação.
E, relembrar essas figuras é entender a evolução do próprio jornalismo e o impacto que a perda de ícones da TV gera no imaginário coletivo.

Dentre as despedidas que marcaram a história da emissora, temos ao menos três estrelas do Jornal Nacional que já morreram, deixaram lacunas irreparáveis na bancada e nas ruas em 2026:
- Márcia Mendes;
- Tim Lopes;
- Cid Moreira.
Sendo assim, com base em informações do portal Wiki, trazemos abaixo mais detalhes sobre a carreira e despedida de cada um deles:
Márcia Mendes:
Márcia Mendes inscreveu seu nome na história da televisão brasileira ao quebrar barreiras de gênero em um ambiente majoritariamente masculino.
Em 8 de março de 1972, ela se tornou a primeira mulher a ocupar a bancada do JN uma data escolhida simbolicamente para celebrar o Dia Internacional da Mulher.

Sua presença elegante e dicção impecável abriram caminho para todas as jornalistas que hoje lideram o horário nobre.
Infelizmente, a carreira de Márcia sofreu uma interrupção precoce e trágica.
A apresentadora enfrentou uma dura batalha contra o câncer, que evoluiu para um quadro de leucemia.
Márcia faleceu em 1979, com apenas 32 anos de idade.
Sua morte chocou o público da época, uma vez que ela era uma das profissionais mais promissoras da Globo.
Tim Lopes:
A história de Tim Lopes representa um dos capítulos mais sombrios e, ao mesmo tempo, heroicos do telejornalismo nacional.
Repórter investigativo do jornalístico, Tim era mestre em utilizar câmeras escondidas para denunciar injustiças e o tráfico de drogas.
Em 2001, ele recebeu o Prêmio Esso pela reportagem “Feira de Drogas”, em que expôs o comércio ilegal em plena luz do dia.
Em junho de 2002, durante uma investigação sobre exploração sexual infantil e tráfico na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, traficantes capturaram o jornalista.
Tim Lopes foi brutalmente assassinado por criminosos liderados por Elias Maluco.
O crime chocou o mundo e mobilizou a sociedade brasileira em defesa da liberdade de imprensa.
Sua morte transformou os protocolos de segurança para jornalistas em áreas de risco e tornou Tim um símbolo eterno da busca incansável pela verdade, custando-lhe a própria vida no exercício da profissão.

Cid Moreira:
Cid Moreira não foi apenas um apresentador; ele foi a voz que personificou o jornalístico desde sua estreia, em 1º de setembro de 1969.
Ao lado de Hilton Gomes e, posteriormente, Sérgio Chapelin, Cid estabeleceu o padrão de credibilidade que o telejornal mantém até hoje.

Ele deteve o recorde de longevidade na bancada, apresentando o noticiário por 26 anos consecutivos, até 1996.
Quando Cid Moreira morreu?
A morte de Cid Moreira em 2024, aos 97 anos, encerrou um ciclo monumental na comunicação brasileira. Diferente de Tim e Márcia,
Cid viveu uma longa vida dedicada à locução e à narração de textos bíblicos após deixar o jornalismo diário.
Ele faleceu devido a uma falência múltipla de órgãos decorrente de problemas renais crônicos.
Seu “boa noite” permanece gravado na memória auditiva de gerações de brasileiros, sendo a referência absoluta de autoridade e serenidade na informação.
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