Entenda a importância de monitorar as mudanças no funcionamento do organismo e saiba quando consultar um especialista em caso de suspeita de câncer no intestino

O câncer de intestino, também conhecido clinicamente como colorretal, afeta o intestino grosso ou o reto e é um dos tumores mais frequentes no Brasil. Porém, o diagnóstico precoce é o fator mais determinante para o sucesso do tratamento, elevando significativamente as chances de cura.

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De acordo com o portal do Dr. Marcel Autran Machado, esse tipo de câncer costuma ter origem em pólipos, pequenos crescimentos inicialmente benignos na parede do órgão.

Logo, identificar as alterações e saber o momento exato de buscar ajuda especializada evita que a lesão evolua para uma condição maligna.

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Na fase inicial, a patologia costuma ser silenciosa, o que reforça a necessidade de exames anuais de rastreamento para quem tem mais de 45 anos ou histórico familiar.

No entanto, quando o tumor cresce ou causa obstruções parciais no trânsito digestivo, o organismo passa a emitir alertas físicos.

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MAS ATENÇÃO! É fundamental ressaltar que esses sintomas não confirmam o câncer isoladamente, pois mimetizam problemas comuns como hemorroidas ou intolerâncias alimentares, exigindo investigação médica para o diagnóstico correto.

Sintomas de câncer no intestino (Foto: Reprodução)
Sintomas de câncer no intestino devem ser analisados com cautela (Foto: Reprodução/Freepik)

Os 5 sinais que o corpo dá

Os indícios clínicos variam de acordo com o tamanho e a localização da lesão no trato gastrointestinal. Fique atento aos seguintes comportamentos do seu corpo:

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  • 1. Sangue nas fezes: O sangramento pode aparecer como sangue vermelho vivo no papel higiênico ou misturado ao bolo fecal, por vezes acompanhado de muco. Ele também pode se apresentar de forma mais discreta, deixando as fezes escurecidas;
  • 2. Mudança repentina no hábito intestinal: Alterações persistentes no ritmo de evacuação, como um intestino que era regular e ficou preso (constipação), ou episódios frequentes de diarreia sem causa aparente;
  • 3. Alteração no formato das fezes: Pela dificuldade de passagem no canal estreitado pelo tumor, as fezes podem sair visivelmente mais finas, alongadas ou achatadas;
  • 4. Dor ou desconforto abdominal: Cólicas frequentes, sensação de inchaço por gases e a percepção de que o intestino não foi completamente esvaziado, mesmo após ir ao banheiro;
  • 5. Perda de peso inexplicada: Redução involuntária de 5 kg ou mais em cerca de seis meses, sem mudanças na dieta ou na prática de exercícios, causada pelo gasto de energia do corpo para combater a doença.

Em caso de suspeita de câncer no intestino, devo procurar o médico quando?

A diferenciação entre um problema digestivo simples e uma lesão grave depende de critérios de tempo e de exames clínicos específicos.

Veja como monitorar a situação:

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  • Duração dos sintomas: Em condições benignas, melhora ou some em poucos dias após ajustes na alimentação. Deve-se procurar o médico se os sinais (como dor, diarreia ou prisão de ventre) persistirem por mais de duas semanas. Exame de confirmação: colonoscopia (visualiza o intestino e realiza biópsias);
  • Aspecto do sangramento: Sangue vivo no final da evacuação é comum em condições benignas, como fissuras ou hemorroidas. Sangue escuro, misturado às fezes, recorrente ou sem dor local ao evacuar, exige exame de pesquisa de sangue oculto ou colonoscopia;
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Sinais nas fezes pode indicar o diagnóstico, porém ele confirmado somente após exames (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva)
  • Perfil de risco: Indivíduos jovens, sem histórico na família e sem sintomas associados possuem menor risco. Pacientes com mais de 45 anos ou com parentes de primeiro grau que tiveram a doença devem passar por avaliação clínica e rastreamento anual.

Como funciona o tratamento de câncer no intestino?

Se você identificou um ou mais dos 5 sinais descritos, o passo correto é agendar uma consulta com um médico gastroenterologista ou cirurgião do aparelho digestivo.

O profissional fará a avaliação clínica e, se necessário, solicitará a colonoscopia para examinar detalhadamente a parede intestinal.

Caso um tumor seja detectado, a principal abordagem terapêutica é a cirurgia (como a colectomia, que remove a parte afetada do intestino), frequentemente associada a tratamentos complementares como quimioterapia ou radioterapia, dependendo do estágio da doença.

Investigar os sintomas precocemente com um especialista é a conduta mais segura para proteger a sua saúde.

Para obter informações oficiais sobre prevenção, combate ao tabagismo, alimentação saudável e dados epidemiológicos do câncer no país, consulte o portal do Instituto Nacional de Câncer – INCAClique aqui*.