"Caos": Fantástico é derrubado do ar com urgência e apresentador grita com funcionário ao vivo: "Enlouqueci"
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Tadeu Schmidt e Poliana Abritta são titulares do "Fantástico" (Foto: Divulgação/TV Globo)
Sérgio Chapelin revelou detalhes de uma falha que aconteceu no “Fantástico”, da TV Globo, muito antes de Tadeu Schmidt e Poliana Abritta
O episódio especial de 2500 edições do “Fantástico”, da Globo, continua rendendo várias revelações. O programa do Spotify trouxe uma entrevista divertida com Sérgio Chapelin, que conta os desafios de fazer uma atração em plena ditadura militar.
O jornalista contou no bate-papo que foi obrigado a derrubar o “Fantástico” às pressas por pressão e medo de falar algo que a censura não permitia. Em 1982, um telejornal ao vivo não podia fazer um caco, que é um improviso usado no ar quando algo não sai como planejado.
PERRENGUE
Naquela época, o programa entrava no ar já com uma cartela da censura, que dizia que havia sido aprovado pelos censores e pelos militares. Com isso, o texto aprovado tinha que ir para o ar da mesma forma que tinha sido escrito. Sérgio Chapelin, então, contou uma história que o ao vivo deu errado:
“Tanto que uma vez eu tirei o ‘Fantástico’ do ar porque acharam que eu estava louco. Não foi um caco. Eu tive uma reação a uma situação lá. O operador do teleprompter, naquele tempo era muito diferente, o equipamento era muito diferente… Então tinha uma tela, punha o texto, ia girando aquela tela, não tinha nada dessa sofisticação de hoje”.
Ele continuou: “E o menino não percebeu que trocou uma página. Então eu tinha um texto no teleprompter e eu estava lendo outro texto. Aí eu pedi a ele: ‘Faça o favor, tire esse texto daí que está me atrapalhando’. E aí foi o caos, entendeu?. Esse caco foi o caos que foi a derrubada. E tira o ‘Fantástico’ do ar, vem ver se eu estou bem, se eu enlouqueci…”.
APOSENTADORIA
O jornalista atualmente está aposentado. Ele trabalhou por muitos anos no “Jornal Nacional”, no “Fantástico” e encerrou a carreira no “Globo Repórter”, em 2019, aos 78 anos.
Escute a partir do minuto 16:
Sérgio Chapelin no “Fantástico” (Foto: Divulgação/TV Globo)
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