Operação policial resgata 40 equinos em condições cruéis e revela comércio clandestino de carne de cavalo em Anápolis, GO

Um caso grave de crime ambiental e risco sanitário abalou Anápolis (GO) no dia 09 de março de 2025, após a descoberta estarrecedora de abate de cavalos para a fabricação de carnes.

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Inclusive, a Polícia Militar de Goiás (PMGO) fechou a fábrica clandestina que funcionava na zona rural do Bairro da Lapa, região Sul da cidade.

A operação, realizada em conjunto com a Polícia Civil e fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, mobilizou dezenas de agentes e colocou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em alerta.

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O escândalo chocou a população e expôs um esquema perigoso de comercialização irregular de carne para consumo humano.

Sendo assim, a partir de informações do portal Metrópoles, a equipe especializada em fiscalizações e serviços do TV Foco traz abaixo mais informações sobre essa operação e os riscos apresentados.

Cavalo em abatedouro clandestino (Foto: Paulo de Tarso/Prefeitura de Anápolis)
Cavalo em abatedouro clandestino (Foto: Paulo de Tarso/Prefeitura de Anápolis)

A denúncia

Essa ação teve início após moradores da região denunciarem a movimentação intensa no local e a presença de urubus, que sobrevoavam a área com frequência — um forte indício para a existência de carcaças em decomposição.

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Com a chegada dos policiais do Batalhão Rural, os agentes confirmaram a gravidade da situação:

  • Cerca de 40 cavalos estavam em estado de abandono;
  • Sem acesso a água, comida;
  • O que é pior, sem qualquer tipo de cuidado veterinário.

Venda da carne para comércio de hambúrguer:

No interior da propriedade, os policiais localizaram uma estrutura improvisada para o abate dos animais com:

  • Vísceras espalhadas;
  • Couros queimados;
  • Mesa com utensílios de corte, luvas, botas e baldes.

Testemunhas relataram que a carne dos cavalos estava sendo vendida a comércios locais para a fabricação de hambúrgueres, o que gerou a comunicação imediata às autoridades, diante da possibilidade de contaminação alimentar em larga escala.

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Carne armazenada supostamente feita com carne de cavalo (Foto Reprodução/PUC TV)

Prisão e resgate:

A equipe não encontrou o responsável pela propriedade durante a fiscalização, mas identificou um homem de 63 anos como o transportador da carne.

Após buscas, os policiais localizaram o dono do imóvel, que afirmou ter arrendado o local e negou conhecimento das atividades ilegais.

Os agentes prenderam os envolvidos e resgataram os cavalos. Muitos animais apresentavam ferimentos graves nas patas e nos olhos.

Além disso, a Prefeitura de Anápolis acolheu os cavalos em uma chácara pública.

Veterinários realizaram exames clínicos e laboratoriais nos animais, e os laudos foram enviados à Polícia Civil.

Cavalos sendo resgatados (Foto Reprodução/PUC TV)
Cavalos sendo resgatados (Foto Reprodução/PUC TV)

Carne de cavalo representa que riscos à saúde?

Para quem não sabe, o consumo de carne de cavalo é ilegal no Brasil e oferece riscos sérios à saúde.

Isso porque equinos costumam receber medicamentos que não são permitidos para consumo humano, como anti-inflamatórios de uso veterinário e vermífugos.

Resíduos dessas substâncias permanecem na carne e podem provocar intoxicações, reações alérgicas e doenças hepáticas e neurológicas em humanos.

Além disso, abatedouros clandestinos não seguem nenhuma norma de higiene ou controle sanitário.

A ausência de refrigeração, o manuseio inadequado e o descarte incorreto dos restos dos animais favorecem a proliferação de bactérias como Salmonella e E. coli, com alto potencial de contaminação.

Conclusão:

Uma operação expôs a fragilidade da fiscalização em áreas rurais e escancarou um esquema perigoso para a saúde pública.

Mas, a rápida ação da PMGO e dos órgãos municipais evitou que mais carne contaminada chegasse aos consumidores.

O caso exigiu uma investigação rigorosa e punição exemplar aos envolvidos.

Além disso, a ANVISA e as autoridades sanitárias reforçam a vigilância sobre o comércio de alimentos de origem animal.

Mas, para saber mais sobre essas proibições e muito mais, clique aqui*.