Vigilância Sanitária lacra açougue popular após encontrar carne verde e podre armazenada em frigorífico com condições de esgoto
A Vigilância Sanitária intensificou a fiscalização em Cachoeira do Sul e no dia 18 de novembro encontrou um cenário alarmante em um açougue popular da cidade. Logo na entrada, os agentes identificaram forte mau cheiro vindo do setor de carnes.
Além disso, a equipe percebeu coloração esverdeada em peças expostas para venda. A situação indicou deterioração avançada e risco imediato à saúde pública. Por isso, os fiscais iniciaram uma inspeção minuciosa em todas as áreas do estabelecimento.

Durante a verificação, os agentes localizaram carnes com validade vencida há cerca de 2 anos. Além disso, documentos confirmaram falhas graves no controle de estoque. A fiscalização também encontrou produtos armazenados fora da temperatura exigida pela legislação.
Porém, em alguns pontos, a carne permanecia em contato direto com superfícies sujas. Como resultado, a Vigilância Sanitária determinou a apreensão imediata de todo o material impróprio.
A operação integrou o Programa Segurança dos Alimentos e contou com apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, os fiscais vistoriaram outros 4 estabelecimentos comerciais da cidade.
No total, a ação resultou na apreensão de aproximadamente 4,6 toneladas de alimentos irregulares. Entre eles, havia carnes, embutidos, laticínios e produtos sem procedência comprovada. Dessa forma, a operação ganhou destaque pela dimensão do material recolhido.
O que foi encontrado no açougue?
No açougue interditado, a situação chamou atenção pela estrutura precária da câmara fria. Além do armazenamento irregular, os fiscais identificaram sinais de esgoto exposto no local. Esse detalhe agravou ainda mais o risco de contaminação cruzada.
Portanto, a equipe considerou o ambiente totalmente inadequado para qualquer atividade comercial relacionada a alimentos. Diante disso, a Vigilância Sanitária determinou o lacre imediato do estabelecimento.
Enquanto isso, outros mercados fiscalizados sofreram interdições parciais. Em alguns casos, apenas setores específicos precisaram ser fechados. No entanto, padarias e açougues internos também receberam autos de infração.
As irregularidades incluíram falta de higiene, produtos vencidos e ausência de registros obrigatórios. Assim, os responsáveis responderão a processos administrativos e poderão pagar multas elevadas.
A Vigilância Sanitária destacou que fiscalizações desse tipo ocorrem de forma periódica em todo o estado. Ainda assim, denúncias da população ajudam a direcionar as operações. Quando o consumidor observa irregularidades, ele pode acionar os canais oficiais.
Dessa maneira, o poder público consegue agir com mais rapidez. A participação popular fortalece o controle sanitário e amplia a proteção coletiva.
Por fim, ao final da operação, o lacre do açougue simbolizou mais que uma punição administrativa. A medida representou um alerta claro ao comércio local. Além disso, reforçou a obrigação de cumprir normas básicas de higiene e segurança alimentar.
Contudo, o caso de Cachoeira do Sul expôs falhas graves, mas também mostrou a atuação firme dos órgãos de fiscalização. Assim, a Vigilância Sanitária reafirmou seu papel na defesa da saúde pública.
