Carolinie Figueiredo posa de topless, fala sobre desistir da carreira de atriz e faz desabafo sobre o corpo: "minha vida inteira lutando contra a balança"

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

18/04/2019 às 09:22 · Tempo de leitura: 10 minutos

(Foto: Reprodução)

Atriz Carolinie Figueiredo. Foto – divulgação.

Carolinie Figueiredo posou de topless em foto postada no Instagram para falar de empoderamento. A atriz, que tem usado suas redes sociais para motivar a autoestima em mulheres fora do padrão imposto de beleza, conta que desde criança escuta das pessoas que tem que emagrecer. Longe da TV há alguns anos, a atriz Carolinie Figueiredo famosa por seu papel em Malhação refletiu sobre a sua vida atual, seu novo trabalho e algo que ainda a deixa presa ao passado: o rótulo de atriz, carreira que ela não exerce há anos.

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“Eu li que a maior forma de reprimir uma mulher é impondo a ditadura da beleza aos nossos corpos. Eu desde muito cedo escuto: ‘você é linda, seu rosto é lindo, só precisa dar uma secadinha/fechadinha’. Como sou atriz desde 5 anos eu comecei ouvir essas frases desde muito cedo. Permaneci minha vida inteira lutando com a balança. Às vezes nem por opção, mas revendo meu caminho até aqui: oscilo profundamente entre ‘uau estou numa fase boa, focada, disciplinada, regradinha, fechei a boca, estou ainda mais motivada’ e fases de largar tudo pro alto e afrouxar, desistir, comer compulsivamente pra suprir sei lá o que”, disse a atriz da Globo Carolinie Figueiredo.

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A atriz contou ainda que já fez coisas das quais se arrepende para entrar em um padrão. Ela afirma que vai fazer 30 anos com outra cabeça.

“O que acontece é que quando somos metralhadas desde cedo com imagens de perfeição, a gente odeia o próprio corpo, porque junto com ele vem a mensagem de sermos erradas, imperfeitas e não amarmos o próprio corpo. O padrão esmaga. Eu destruí meu corpo várias vezes por não me amar e não me aceitar. Fiz as maiores rebeldias e revoluções com meu próprio corpo, hoje sei como proteção da objetificação, e porque de alguma maneira jogava pro meu corpo minha próprias frustrações e rejeições num ciclo vicioso. Nessa jornada de amor próprio e aceitação eu estou engatinhando mas reconheço que já caminhei. Eu ainda estou no meu próprio caminho. Agora aos 30 (sábado 20/04) começa uma nova fase: olhar pro meu corpo e pra minha alimentação de um lugar de mais consciência, amor e presença”, explica.

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“A @nutrisuellenlorenci começou comigo um processo profundo de perceber quando é fome e quando é tentar calar outras demandas. Me ensinou que preciso tirar toxinas e vícios de alimentação que machucam consciente e inconscientemente. Será a primeira vez que iniciarei um processo que não é sobre calorias, ou emagrecer, ou chegar em algum lugar. Um caminho com presença, aceitação e consciência. sinto que preciso de força e encorajamento”, continuou.

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Eu li que a maior forma de reprimir uma mulher é impondo a ditadura da beleza aos nossos corpos. Eu desde muito cedo escuto: você é linda, seu rosto é lindo, só precisa dar uma secadinha/fechadinha. Como sou atriz desde 5 anos eu comecei ouvir essas frases desde muito cedo. Permaneci minha vida inteira lutando com a balança. As vezes nem por opção, mas revendo meu caminho até aqui: oscilo profundamente entre “uau estou numa fase boa, focada, disciplinada, regradinha, fechei a boca, estou ainda mais motivada” e fases de largar tudo pro alto e afrouxar, desistir, comer compulsivamente pra suprir sei lá o que. O que acontece é que quando somos metralhadas desde cedo com imagens de perfeição, a gente odeia o próprio corpo, porque junto com ele vem a mensagem de sermos erradas, imperfeitas e não amarmos o próprio corpo. O padrão esmaga. Eu destruí meu corpo várias vezes por não me amar e não me aceitar. Fiz as maiores rebeldias e revoluções com meu próprio corpo, hoje sei como proteção da objetificação, e porque de alguma maneira jogava pro meu corpo minha próprias frustrações e rejeições num ciclo vicioso. Nessa jornada de amor próprio e aceitação eu estou engatinhando mas reconheço que já caminhei . Eu ainda estou no meu próprio caminho. Agora aos 30 (sábado 20/04✨) começa uma nova fase: olhar pro meu corpo e pra minha alimentação de um lugar de mais consciência, amor e presença. A @nutrisuellenlorenci começou comigo um processo profundo de perceber quando é fome e quando é tentar calar outras demandas. Me ensinou que preciso tirar toxinas e vícios de alimentação que machucam consciente e inconscientemente. Será a primeira vez que iniciarei um processo que não é sobre calorias, ou emagrecer, ou chegar em algum lugar. Um caminho com presença, aceitação e consciência. ✨ sinto que preciso de força e encorajamento ✨ honro @nutrisuellenlorenci 💜 pelo suporte e sua medicina poderosa 💜 me conta aqui abaixo como está seu processo com seu corpo: aceitação + consciência , como é isso pra você?

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Mostrando uma foto da época de Malhação na Globo, ela iniciou a reflexão: “Essa foto tem mais de sete anos. Antes dos filhos, antes de tudo virar de cabeça pra baixo. Um processo doloroso onde precisei ver morrer o meu eu idealizado. Comecei deixando morrer a idealização da maternidade quando assumi ser mãe aos 21 e logo novamente aos 23”.

E acrescentou: “Foi doloroso ver que na realidade o cuidar e o maternar era bem diferente daquilo que imaginava. Depois passei por um longo processo de aceitar a morte da idealização da ‘família perfeita’. Separei quando o pequeno tinha menos de um ano e foi bem doloroso pra todo mundo perceber que aquela relação estava desgastada e que seria mais coerente pra todos que ‘papai e mamãe tivessem duas casas mas que continuariam amando muito vocês'”.

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E assumiu: “Mesmo sabendo que o casal não funcionava mais, ver desmoronar o projeto de família, aquilo que desde pequena escuto sendo como ideal, é um processo gigantesco que só quem passou sabe como é. Agora estou começando a abraçar mais uma morte importante: a morte da atriz“.

“Talvez eu nunca deixe de ser atriz, talvez seja o rótulo / ocupação mais antigo que tenho. Acontece que desde que meu segundo filho nasceu, ser atriz não é mais minha ocupação principal, não é mais como eu pago minhas contas mas ainda é como eu me apresento porque isso ainda me trás status, pertencimento e reconhecimento (e digo de mim mesma). Deixar essa morte acontecer não significa que não vá mais atuar, porque o ser artista / criativa / criadora vai estar em mim pra sempre”.

E refletiu: “Mas a idealização de carreira, a associação de sucesso e abundância financeiro ligado a minha carreira de atriz, isso precisa morrer. Porque hoje sou terapeuta (minha mão ainda treme ao escrever). Porque sou educadora parental. E mesmo fazendo um trabalho lindo que impactou e transformou tantas famílias, mulheres e pessoas, algo em mim colocava minhas ocupações em segundo plano porque a atriz-ego-gigante, a atriz-que-espera-a-novela-das-oito ocupava todos os espaços. Essa precisa morrer e junto com ela tudo que ainda me impede de assumir quem sou”.

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E concluiu: “Morrer pra algo novo renascer. E abraçar e acolher essa que agora sou. Essa que é a construção de tudo que também não me aconteceu. E em você: o que precisa morrer? #Luaminguante”.

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