Com aporte de R$7B, Carrefour fecha compra de rede concorrente e mira a liderança absoluta do setor supermercadista no Brasil

O Carrefour concluiu no passado uma das maiores operações do varejo brasileiro ao finalizar a compra do Grupo BIG por cerca de R$7 bilhões. A transação foi encerrada em 7 de junho de 2022, após autorizações regulatórias e decisões societárias.

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Desde então, o movimento passou a redesenhar o equilíbrio competitivo do setor supermercadista no Brasil. Ao incorporar uma rede rival de grande porte, o grupo francês deu um passo decisivo para disputar a liderança nacional.

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O Carrefour comprou o Grupo Big (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco)

Antes da aquisição, o Grupo BIG já ocupava posição relevante no mercado e mantinha forte presença regional. A empresa operava centenas de lojas espalhadas pelo país, com maior concentração no Nordeste e no Sul.

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Além disso, reunia marcas conhecidas do consumidor brasileiro, como BIG, BIG Bompreço, Super Bompreço, Nacional, TodoDia, Maxxi Atacado e Sam’s Club. Esse portfólio diversificado ampliou o alcance do Carrefour junto a diferentes públicos.

A negociação teve início em março de 2021, quando Carrefour Brasil, Advent International e Walmart anunciaram o acordo. O Carrefour assumiu 100% das operações do Grupo BIG no país.

O pagamento combinou 70% em dinheiro e 30% em ações da Carrefour Brasil. Com isso, a estrutura acionária da empresa também passou por ajustes relevantes no mercado financeiro.

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Como foi a compra pela Carrefour?

Durante a análise do negócio, o CADE avaliou possíveis impactos concorrenciais em várias regiões. Por isso, o órgão impôs restrições e determinou a venda de algumas unidades específicas. Essas exigências buscaram preservar a concorrência local e evitar concentração excessiva em determinados municípios.

Ainda assim, o órgão autorizou a conclusão do negócio, reconhecendo os compromissos apresentados pela empresa.

Após o fechamento da compra, o Carrefour iniciou um processo amplo de integração operacional. A companhia passou a reorganizar centros de distribuição, contratos com fornecedores e estratégias comerciais.

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Ao mesmo tempo, acelerou a conversão de lojas herdadas do Grupo BIG para bandeiras próprias, principalmente Atacadão e Carrefour Hipermercados. Esse movimento buscou padronizar operações e ganhar eficiência logística.

No meio desse processo, alguns pontos chamaram atenção do mercado e dos consumidores.

  • A rápida mudança de bandeiras em diversas cidades.
  • A ampliação do formato atacarejo em regiões estratégicas.
  • O fortalecimento da presença do grupo em áreas onde tinha atuação limitada.
  • Essas ações reforçaram a estratégia de crescimento acelerado adotada pela companhia.

Com a integração em andamento, o Carrefour ampliou sua capilaridade nacional e diversificou ainda mais seus formatos de loja. A empresa passou a operar com supermercados, hipermercados, atacarejos e clubes de compras em escala inédita. Como resultado, o grupo fortaleceu sua posição entre os maiores empregadores privados do setor varejista no país.

Por fim, a compra do Grupo BIG por R$7 bilhões representou um divisor de águas no varejo brasileiro. O Carrefour saiu fortalecido e mais próximo do posto de maior rede supermercadista do país.

Ao unir escala, capilaridade e diversidade de formatos, o grupo passou a influenciar diretamente os rumos do setor. O movimento também elevou a pressão competitiva sobre rivais e redefiniu estratégias no mercado nacional.