Carro basante amado lidera ranking de furtos em São Paulo em 2026 e especialistas reforçam cuidados imediatos para evitar prejuízos
O aumento dos roubos e furtos de carro na Grande São Paulo ganhou força em 2026 e já mostra mudanças claras no perfil dos crimes. Um levantamento recente da seguradora Ituran, baseado em dados oficiais, revelou que o Chevrolet Onix passou a liderar a lista dos carros mais visados.
O resultado surpreendeu porque o modelo é popular, moderno e amplamente utilizado no país. Esse cenário reforça um alerta direto aos motoristas, que agora enfrentam um risco maior mesmo ao dirigir veículos considerados comuns no dia a dia.
A pesquisa mostra que a escolha dos criminosos segue uma lógica prática e financeira. O Onix aparece com frequência nas ruas, o que facilita a ação sem levantar suspeitas. Além disso, o carro possui grande aceitação no mercado, o que aumenta a demanda por peças.

Esse fator alimenta o chamado mercado paralelo, que funciona de forma ilegal com a venda de componentes retirados de veículos roubados. Com isso, cada unidade furtada pode gerar lucro em várias partes, o que incentiva a prática criminosa.
Por que Chevrolet Onix é o carro mais roubado?
Outro ponto importante envolve a mudança gradual no tipo de veículo mais visado. Os SUVs começaram a ganhar espaço no ranking de roubos e furtos. O Jeep Renegade aparece como exemplo claro dessa tendência.
O modelo subiu posições em comparação ao ano anterior e registrou mais ocorrências já no início de 2026. Esse avanço ocorre porque veículos desse tipo possuem peças mais caras, o que aumenta o retorno financeiro para os criminosos. Assim, o foco deixa de ser apenas carros populares e passa a incluir modelos com maior valor agregado.
Os dados também ajudam a entender a diferença entre furto e roubo, termos que muitas pessoas confundem. O furto ocorre quando o veículo é levado sem contato direto com o dono, sem violência ou ameaça. Já o roubo envolve abordagem ao motorista, com uso de força ou intimidação.
A maior parte dos casos registrados entra na categoria de furto. Isso mostra que os criminosos preferem agir de forma silenciosa, aproveitando distrações ou falhas de segurança.

Outro detalhe relevante envolve os dias e horários com maior número de ocorrências. A maioria dos crimes acontece durante a semana, especialmente no período da noite. Nesse horário, muitos veículos ficam estacionados por longos períodos em locais com pouca movimentação.
Ruas escuras, ausência de câmeras e falta de vigilância facilitam a ação criminosa. Esse padrão se repete em diferentes regiões da Grande São Paulo, o que indica um comportamento já consolidado.
A idade dos veículos também influencia diretamente no risco. Carros com mais de 10 anos aparecem com frequência entre os mais roubados ou furtados. Isso acontece porque muitos desses modelos não possuem tecnologias modernas de segurança.
Sistemas mais antigos oferecem menos proteção contra invasões. Em vários casos, basta uma ação rápida para que o criminoso consiga levar o veículo sem dificuldades.
Cuidados a serem tomados
Entre as tecnologias que ajudam a reduzir esse risco, o rastreador veicular ganha destaque. Esse dispositivo utiliza GPS, que é um sistema de posicionamento por satélite, para indicar a localização exata do carro em tempo real. Empresas especializadas monitoram essas informações e podem acionar equipes para recuperar o veículo.
Esse tipo de recurso aumenta significativamente as chances de recuperação após o crime e reduz o prejuízo para o proprietário.
Além do rastreador, outros sistemas de segurança também fazem diferença. Alarmes, travas eletrônicas reforçadas e bloqueadores ajudam a dificultar a ação criminosa. Mesmo assim, especialistas destacam que o comportamento do motorista continua sendo um fator decisivo.
Evitar estacionar em locais isolados, preferir áreas iluminadas e manter atenção constante são medidas simples que reduzem o risco.
O levantamento da Ituran mostra que o problema não se limita a um modelo específico, mas acompanha as mudanças do mercado automotivo. Carros mais vendidos, veículos com peças valorizadas e modelos sem proteção tecnológica continuam sendo os principais alvos.
Esse cenário exige adaptação constante por parte dos motoristas, que precisam acompanhar essas tendências para proteger seus veículos.
