O documento emocionante também contou sobre os últimos segundos de vida do ator

Ontem (15), completou 5 anos da morte do ator Domingos Montagner, que se afogou no Rio São Francisco durante uma das pausas das gravações da novela Velho Chico, da Globo.

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Na trama, Domingos Montagner fazia par romântico com Camila Pitanga, que estava junto ao ator no momento do acidente. Em 2015, quando tudo aconteceu, muito se especulou sobre um relacionamento amoroso entre os dois.

No entanto, uma suposta carta psicografada por Domingos Montagner exposta pelo Cinema Floresta, desmentiu a teoria.

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“Quando saí a passeio com a Camila, uma amiga, apenas uma amiga, que jamais tivemos pensamentos maliciosos e desrespeitosos, só levava alegria e vontade de viver. De repente me vi sem forças sendo tragado pela água. Não consegui lutar e eu sabia o porquê. Sabia que não teria condições de pedir ajuda a Camila, pois sabia de algum modo que poderia prejudicá-la, e o que me aconteceu pode se chamar simplesmente de casualidade”, iniciou o ator.

DOMINGOS MONTAGNER EXPLICOU O ACIDENTE

Mais a diante, explicando sobre o acidente, Domingos Montagner escreveu: “Quando pulei na água, senti que alguma coisa havia mudado. Já não sentia calor, eu sentia frio, muito frio e já me faltava forças para falar. Era uma mudança de estado que não poderia entender. Resolvi nadar mais um pouco, chamei a Camila para nadarmos mais um pouco, não tão longe das pedras que pulamos”.

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Continuando o relato, a personagem principal da novela disse: “E foi a última peça que coloquei nesse quebra cabeça, e a imagem estava formada, chamava-se morte, meu desenlace. Com a dificuldade de digestão do que comi de manhã, acúmulo da pinguinha que alavancou minha pressão, e mais o almoço, a indigestão foi abrupta”.

Por fim, o documento emocionalmente revela como foram os últimos segundos de vida de Domingos Montagner. “A pressão alavancou, e posteriormente, despencou com o esforço físico na água. Já era um sinal que a oxigenação do meu cérebro era pouca, e estava perdendo as forças, não vi condições de voltar para a margem. Mal conseguia falar, não tinha forças, e muito menos condições de voltar”.

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