Cláudia Jimenez voltou do mundo dos mortos com uma mensagem de arrepiar em uma carta psicografada cheia de significados
Cláudia Jimenez, sem sombra de dúvidas, foi um das grandes atrizes do Brasil. Ela teve uma carreira consolidada e até os dias de hoje seu talento vem sendo elogiado e lembrado por milhões de pessoas. Em agosto de 2022, ela sofreu uma insuficiência cardíaca e morreu no Rio de Janeiro, aos 63 anos.
O quadro da artista foi agravado porque seu coração havia sido enfraquecido anos antes, devido às sessões de radioterapia que realizou para tratar um câncer no tórax na década de 1980. Anos após sua morte, Cláudia Jimenez voltou numa carta psicografada divulgada pelo Conexão Espiritual, do YouTube.
“Eu sou Cláudia e preciso começar pela verdade que mais doeu. Eu neguei a morte. (0:39) Neguei com força. Neguei com medo. Neguei porque não queria soltar a vida. No começo, eu só sentia estranheza. Um silêncio diferente. Um espaço sem peso. Uma sensação de deslocamento”, disse ela no relato.
“Eu ainda me sentia viva. Ainda pensava como antes. Ainda queria agir como antes. Ainda queria voltar ao que eu chamava de normal. E foi aí que começou o meu sofrimento. Porque quando a alma rejeita a verdade, ela não encontra descanso. Ela não caminha. Ela não sobe”, contou a atriz no suposto relato.

“E eu não queria. Eu não estava pronta. Ou melhor, eu achava que não estava. Eu me apegava às lembranças. À voz. Ao riso. À imagem que eu tinha de mim. Ao que eu construí. Ao que vivi. Ao que deixei. Apego demais dói. Mesmo quando nasce do amor, eu olhava para trás o tempo todo”, disse.
“Até que chegou. O momento decisivo. Eu senti uma presença diferente. Não imposta. Não invasiva. Era firme e profundamente serena. Essa presença não discutiu comigo. Não me forçou. Não me condenou. Só me envolveu em paz. E quando a paz toca uma alma cansada, a resistência começa a ceder”, contou.
“Parei de disputar com a realidade. E então, eu chorei. Não um choro de desespero. Um choro de rendição. De quem finalmente percebe que negar não muda. Naquele instante, algo se rompeu. Não em dor. Em libertação. A luz já estava perto. O socorro já estava perto. A paz já me procurava”, falou.
“Por isso, hoje, se você sofre por alguém que partiu, ore com amor. Não ore com desespero. Se a saudade aperta, transforme em luz. Não transforme em retenção. Se você pensa em alguém todos os dias, envie paz. Envie gratidão. Envie permissão para seguir”, confessou Cláudia Jimenez.
“Não alimente correntes invisíveis. Quando a verdade bater à porta, não fuja dela. Porque a verdade, quando aceita, não destrói a alma. Ela liberta. Se essa mensagem tocou você, guarde esta lição no coração. A negação prolonga a dor. A aceitação abre o caminho”, disse a atriz na psicografia.
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