O cartão de crédito vai acabar? Veja o que o Banco Central tem a dizer
O cartão de crédito realmente vai acabar? Veja o que o Banco Central tem a dizer sobre a situação agora mesmo
Cartão de crédito vai acabar? Banco Central se posiciona (Foto: Reprodução)
O cartão de crédito vai acabar? Banco Central explica os próximos passos
A declaração de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, de que “o Pix deve substituir o cartão de crédito no futuro”, pegou muita gente de surpresa. Afinal, milhões de brasileiros dependem do crédito parcelado todos os meses e esse modelo tem papel central na economia do país.
O que está em curso não é o fim do modelo de crédito, mas sim uma mudança na forma como ele é viabilizado. Hoje, o cartão de crédito envolve uma estrutura complexa: bandeiras, adquirentes, emissores, sistemas antifraude e outras camadas que encarecem a operação e aumentam as taxas cobradas do consumidor.
Com o Pix, a dinâmica é bem diferente. Ele permite que uma transação ocorra entre apenas dois agentes (o banco de quem envia e o banco de quem recebe). Isso reduz custos e aumenta a agilidade.
No futuro, o ‘Pix Garantido’ também chamado de “Pix Crédito”, poderá viabilizar compras a prazo com a mesma lógica, só que sem a necessidade de um cartão físico ou múltiplos intermediários.
Pix lidera como principal meio de pagamento
Em 2024, o Pix se consolidou como o meio de pagamento mais usado no Brasil, com 63,8 bilhões de transações, superando todos os outros meios somados, inclusive cartões de crédito e débito.
Esses dados, divulgados pela Febraban com base em informações do Banco Central e da Abecs, mostram que o comportamento do consumidor está mudando. Desde o seu lançamento, em novembro de 2020, o Pix já havia ultrapassado operações como DOC, TED, boletos e cartões.
Em fevereiro de 2022, ele também superou as transações feitas com cartão de crédito. Embora o cartão de crédito como conhecemos hoje esteja com os dias contados, isso não significa o fim do crédito em si. A tendência é que tudo migre para o ambiente digital, com mais segurança e menos intermediários.
As e-wallets (carteiras digitais) estão crescendo, e o uso do celular como ferramenta de pagamento se torna cada vez mais comum. No entanto, o Banco Central também reconhece que parte da população ainda não tem acesso fácil à internet ou a smartphones, o que exige transições graduais.
A mudança não será abrupta. O modelo de crédito seguirá existindo, mas com novas tecnologias, menos burocracia e menor custo para o consumidor. A mensagem do Banco Central é clara: “O cartão de crédito vai acabar” como estrutura tradicional, mas a experiência de comprar a prazo, com segurança e praticidade, continuará.
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