Localização do corpo, passaporte em outro país e encontro do filho com Bruno: Caso Eliza Samúdio tem virada

Caso Eliza Samúdio tem virada (Foto: Montagem/TV Foco)
Passaporte de Eliza Samúdio ressurge em Portugal após 15 anos. Enquanto a família cobra respostas, a Justiça toma nova decisão contra o ex-goleiro Bruno
O caso Eliza Samúdio ganha novos contornos neste ano de 2026 logo após autoridades encontrarem um passaporte antigo da vítima em Portugal. A descoberta reacende as buscas por respostas, visto que a mãe da jovem, Sonia Fátima Moura, descarta o interesse no documento e exige a localização dos restos mortais da filha.
Além disso, o ex-goleiro Bruno Fernandes cancelou recentemente um encontro com seu filho, Bruninho, pois omitiu o local da reunião no prazo estipulado. Simultaneamente, o Ministério Público do Rio de Janeiro pede a regressão de Bruno ao regime fechado, já que o réu descumpriu medidas judiciais ao viajar sem autorização e frequentar locais proibidos.
Descoberta do passaporte de Eliza Samúdio em Portugal
Em janeiro deste ano, o portal Leo Dias divulgou a localização de um passaporte pertencente a Eliza Samúdio dentro de um imóvel alugado na Europa. O documento original apresenta data de emissão em maio de 2006, contendo 32 páginas em perfeito estado de conservação, sem rasgos e com as assinaturas intactas.
Os registros oficiais mostram apenas um carimbo de entrada de Eliza Samúdio no território português durante o ano de 2007. No entanto, a documentação não possui marcas de saída ou registros de outras viagens internacionais posteriores. Conforme fontes ligadas à família informaram à CNN, Eliza Samúdio deixou Portugal usando uma Autorização de Retorno ao Brasil.
Diante desse cenário, o Itamaraty colocou o item à disposição dos parentes, alertando que os agentes incinerarão o material caso não haja interesse. Entretanto, a mídia destaca que ninguém confirmou se o órgão entregou de fato o passaporte diretamente à família até o presente momento.

Pronunciamento da mãe e exigência por respostas
Sonia Fátima Moura concedeu entrevistas a portais de notícias no início do ano e demonstrou forte surpresa com a preservação do passaporte. Ela relatou que os criminosos queimaram todos os documentos pessoais de Eliza Samúdio e do neto logo após o homicídio ocorrido na chácara do ex-jogador.
Por conseguinte, a mãe da vítima recusou o recebimento do documento, visto que direciona suas cobranças às falhas na investigação do crime. Ela enfatiza que a justiça entregou apenas uma sandália e óculos da filha durante todos esses anos, falhando em esclarecer pontos fundamentais do assassinato.
“Não quero esse passaporte, quero mesmo saber o que foi feito com o corpo da minha filha”, declarou a mãe de Eliza Samúdio. Ademais, ela exige que a polícia investigue outras pessoas supostamente envolvidas no caso, para que as autoridades descubram quem guardou o documento no exterior durante as últimas décadas.
Encontro cancelado entre Bruno e o filho Bruninho
No mesmo período da revelação da documentação, houve uma tentativa de aproximação entre o ex-goleiro Bruno e seu filho adolescente. Representantes legais das duas famílias articularam uma reunião presencial no Rio de Janeiro, embora tenham estipulado a presença de apenas quatro pessoas e vetado a participação da imprensa.

Contudo, o ex-atleta desistiu do compromisso, pois não informou o endereço do encontro no prazo acordado entre as partes. Maria do Carmo, madrinha do jovem e intermediadora da reunião, confirmou aos veículos de comunicação que Bruno elaborou outros planos de viagem na manhã da data agendada.
MPRJ solicita retorno de Bruno ao regime fechado
Em março deste ano, a 2ª Promotoria junto à Vara de Execução Penal solicitou o retorno do ex-jogador ao regime fechado. O Ministério Público fundamentou o pedido em uma série de infrações que o réu cometeu durante o cumprimento do regime semiaberto com prisão domiciliar.

A promotoria relata que o condenado deixou de atualizar seu endereço por três anos, ao passo que frequentou locais proibidos, como estádios de futebol. Além disso, ele viajou para o estado do Acre em fevereiro para atuar por um clube de futebol sem a devida permissão da Justiça fluminense.
Por isso, a Justiça expediu um novo mandado de prisão e revogou imediatamente o benefício da liberdade condicional. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou todos os recursos da defesa, de modo que o ex-goleiro segue na condição de foragido por não se apresentar às autoridades penais.