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Em entrevista a equipe de CARAS Digital, a apresentadora do programa Mulheres, do canal Gazeta, Catia Fonseca falou sobre os rumos de sua trajetória profissional e o título de rainha do merchandising.
“Eu cheguei e falei que não queria ela mesmo no programa. Ela era muito amarga, muito mesmo. Era maldosa. A Mamma era terrível, arrancava as pessoas do armário, não tinha muito a ver comigo“, contou ela quando ingressou na Gazeta.
Leia os melhores momentos da entrevista:
Qual é a avaliação que você faz dos 12 anos do Mulheres e que futuro planeja para o programa?
Não fico fazendo planos, porque quando faço muitos planos e não dá certo, fico frustrada. Não tenho esse sonho de fazer um programa à noite ou de fim de semana. Se vier, legal, mas não fico projetando, não é o meu objetivo de vida deixar de fazer algo como eu faço hoje. Não conseguiria fazer um telejornal, parada, que era o que queria no início da minha carreira. Gosto da correira, do fato de algumas vezes dar errado. A gente entra no ar, mas o que vai acontecer é um mistério. Além disso, se você perguntar se eu gosto de tudo que tem no programa, vou te responder: não. Mas na minha casa escolho tudo que gosto. Quem tem que gostar do programa é quem assiste, e se eles quiserem que eu mude tudo, eu mudo.
Tem medo de um dia estar fora da TV?
Não sou de ter medo de certas coisas. Às vezes as pessoas me perguntam: ‘Ai, e se você sair da televisão?’. Ora, se eu sair da televisão vou vender coxinha na estação ferroviária, isso aqui não é minha vida. Eu amo TV, mas minha vida é mais ampla do que isso.
Guarda algum arrependimento na condução do programa?
Arrependimento a gente sempre tem, até de ontem. Eu falo demais. Outro dia falei da Bianca Rinaldi, que ela estava com a boca estranha, ela não curtiu. É que estava estranha a boca mesmo, ficou alta, acho que ela fez botox. Mas gente, eu fiz botox, qual é o problema? As vezes a gente faz procedimentos que não ficam tão bons. Há uns anos eu coloquei uma prótese de silicone e tive que trocar, parecia a Cicciolina. Mas da Bianca não é maldade, é que estava esquisito. Mas podia ter dito de um jeito diferente. É que eu não sou uma pessoa em cima do muro, e aí acabo cometendo sincerocídio.
Como lida quando é a sua vida que passa a ser alvo de especulações?
A minha vida não tem muita graça, eu levo uma vida de mulher comum, não sou de balada, quase não vou a festas. Não sou baladeira, dá 23h, 23h30 eu já quero dormir. Sempre respondo se separei, se estou namorando, essas coisas. Não é o que perguntam, mas a maneira que isso é feito. Você pode me perguntar o que você quiser, mas não de uma forma errada, maldosa, aí eu não curto. Não gosto de quem julga sem conhecer, ou quem faz uma pergunta querendo fazer outra.
É verdade essa história de que você não gostava da Mamma Bruschetta e chegou a pedir a demissão dela?
Sim, isso era verdade. Eu falei que não queria ela mesmo. Olha, a Mamma, no tempo do Clodovil… Quando me fizeram o convite para vir para cá, eu falei: “Tá, mas a Mamma eu não quero”. Ela era muito amarga, muito mesmo. Era maldosa. Era a característica que o Clodovil queria nela. A Mamma era terrível, arrancava as pessoas do armário, não tinha muito a ver comigo. Aí insistiram e eu disse: “Bom, se vocês conseguirem deixar ela boazinha, tudo bem”. Quando eu comecei no programa, fui falar, porque gosto de ser clara: ‘Mamma, antes que te contem vou contar eu. Eu não te queria, você era muito maldosa’. Aí ela mudou o estilo e começou a falar que tinha sido abençoada pelo Papa. E assim ficou. Eu acho que a gente tem que ser clara. Não adianta fingir que adorava, se não era verdade. Hoje, a gente se dá muito bem. Claro, como toda família, tem uns arranca rabos aqui e acolá, mas no final a gente se adequa.
O que acha do título de rainha do merchandising?
Eu acho ótimo ser chamada de rainha do merchandising, é sinal de que o cliente gosta do que eu faço. Tem muito apresentador que reage mal à isso. As pessoas se sentem culpadas. Mas gente, tudo é uma grande venda nessa vida, concorda? Os clientes que tem aqui passam por um crivo da emissora, e se eu não gosto de algum produto eu tenho a possibilidade de recusar. Às vezes acho que falta para alguns apresentadores se sentir bem com isso. Merchandising não é ruim. Ruim é ficar cutucando a ferida do outro. Isso eu não consigo fazer. Mas também não consigo entender esse pudor com merchandising. Ganhar dinheiro é ruim? O que difere eu ganhar dinheiro no programa ou ser vendedora de uma loja? É a mesma coisa. Vendo qualquer produto, a única coisa que eu não faria é campanha política.
E o que tem a dizer sobre os rumores de que você está sendo sondada pela Record?
Desde que cheguei aqui, já falaram que eu ia estrear em todas as emissoras, menos na Globo. Eu me divirto com isso. Nesse caso especial da Record, achei ótimo o boato. Não por eu ter sido convidada, porque não fui. Mas por saber que foi uma ideia do departamento comercial. Que bom! Sinal que os clientes estão fazendo minha divulgação por aí. Tenho 21 clientes por dia, hoje foram 23. Então o departamento comercial me escolheu porque eu vendo bem. Que maravilha, não é?
