Chá tóxico: ANVISA baixa facão sem dó e manda retirar 13 populares após risco em 2025

ANVISA proíbe 13 chás populares após risco tóxico (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Canva/Lennita)
ANVISA proíbe 13 chás populares por risco à saúde: fabricação e venda foram suspensas em todo o país
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba de emitir uma medida cautelar que proíbe a venda de 13 chás populares de uma marca amplamente vendida nos principais canais de vendas, lojas especializadas e e-commerce.
Trata-se da marca Multi Vitta, cujos chás estavam sendo vendidos como suplementos naturais ou fitoterápicos, sob a alegação de benefícios à saúde.
No entanto, a decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU), em 25 de abril de 2025, é resultado de uma constatação grave.
Isso porque os produtos estavam sendo vendidos sem registro, notificação ou cadastro na agência, e a empresa responsável não possui sequer Autorização de Funcionamento (AFE) para fabricar medicamentos.
Ou seja, o risco de uma intoxicação é bem alto. Sendo assim, a partir de informações oficiais da própria resolução, a equipe especializada em fiscalização do TV Foco traz abaixo todos os dados da proibição e as medidas tomadas.

Os produtos proibidos — todos os lotes:
- Alcachofra 700mg;
- Moringa Oleifera;
- Sex Energy for Man;
- Arnica (Arnica montana);
- Ashwagandha;
- Barbatimão (Stryphnodendron adstringens);
- Castanha da Índia;
- Cavalinha + Chá Verde + Carqueja + Hibisco;
- Cavalinha 60 cápsulas;
- Multi Vitta Chá Verde (Camellia sinensis);
- Sono Max;
- Sucupira Composta;
- Tribulus Maca + Ginseng.


O motivo da proibição
De acordo com o processo nº 25351.421522/2024-78, a ANVISA identificou que os produtos eram anunciados e vendidos de forma irregular, infringindo diversos artigos da Lei nº 6.360/1976, que regula a vigilância sanitária de medicamentos e correlatos no Brasil.
Conforme mencionamos acima, a fiscalização revelou que a empresa, cujo CNPJ e endereço não foram divulgados no comunicado oficial, operava pela internet por meio do site da marca, sem qualquer autorização legal para atuar na área da saúde.
Importância da marca/defesa:
A Multi Vitta é uma marca popular entre consumidores de suplementos naturais, amplamente divulgada por influenciadores e sites de produtos naturais.
Seus chás e cápsulas se destacavam pela promessa de melhorar desde a energia sexual até o sistema imunológico, além de auxiliar no sono e emagrecimento.
No entanto, ao procurar manifestações da mesma sobre o ocorrido, as mesmas não foram encontradas, nem mesmo pelas redes sociais, porém o espaço segue em aberto.
Por que chás sem registro podem ser tóxicos?
Embora o mercado venda esses chás como “naturais”, consumir essas bebidas sem controle ou supervisão representa riscos significativos, especialmente para:
- Pessoas com comorbidades;
- Gestantes;
- Indivíduos que fazem uso de medicamentos contínuos.
Algumas das substâncias, como a ashwagandha e o tribulus terrestris, podem interferir em funções hormonais.

Já a moringa, a castanha da Índia e a sucupira têm potencial de toxicidade hepática quando consumidas em doses elevadas ou sem acompanhamento médico.
Sendo assim, a falta de controle na qualidade dos insumos, a ausência de testes clínicos e alegações terapêuticas sem comprovação científica agravam o cenário, elevando o risco de reações adversas e interações medicamentosas perigosas e, sobretudo, tóxicas.
O que diz especialistas sobre o abuso de chás naturais?
De acordo com o portal Jornal da USP, especialistas afirmam que o uso de chás e cápsulas fitoterápicas sem regulamentação é uma porta aberta para intoxicações silenciosas e interações perigosas com medicamentos de uso contínuo.
Inclusive, a combinação de ervas pode potencializar efeitos colaterais, inclusive desidratação, sobrecarga renal e queda de pressão, e é um risco que muita gente subestima.
Conclusão:
A decisão da ANVISA reflete uma atuação firme para conter o avanço de medicamentos clandestinos no país.
Consumidores devem ficar atentos à origem e legalidade dos produtos adquiridos, especialmente pela internet.
A suposta naturalidade de um produto não o isenta de riscos — e nem da lei.
Por fim, os fiscais seguem atuando, e o governo pode adotar novas medidas a qualquer momento. Mas, para saber mais sobre outros casos e até decretos da ANVISA, clique aqui. *