Chegou a vez do shampoo: Anvisa manda recolher 2 populares no Brasil hoje 17/03

Anvisa identificou irregularidades na composição e no registro de dois shampoos e determinou o recolhimento imediato dos produtos

17/03/2026 às 16:58 · Tempo de leitura: 4 minutos

Anvisa e ilustração de shampoo (Fotos: Reproduções / Canva / Internet)

Anvisa determina retirada de shampos após registro irregular

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificou irregularidades na composição e no registro de dois shampoos e determinou o recolhimento imediato dos produtos.

A decisão entrou em vigor após a publicação da Resolução-RE nº 976, de 12 de março de 2026.

Desse modo, a Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e o uso dos produtos até que as empresas regularizem a situação.

A medida vela para todo o Brasil e obriga as empresas responsáveis a recolher todos os lotes que ainda estejam disponíveis no mercado.

Shampoo anticaspa

O principal produto é o Neo Dermax – Shampoo Anticaspa, ligado à empresa La Industria e Comércio de Cosméticos Ltda.

De acordo com a Anvisa, o produto apresentou irregularidades em sua notificação como cosmético.

Entre os problemas está o uso de um conservante não permitido em determinadas categorias de produtos, o que contraria regras da RDC nº 528 de 2021, que define quais substâncias podem ser usadas em cosméticos.

Além disso, o rótulo do shampoo traz promessas como “tratamento intensivo”, “elimina a descamação”, “alivia a coceira” e “acalma o couro cabeludo”.

Esses termos são terapêuticos, mas o registro do produto é apenas como cosmético.

Ou seja, segundo a Anvisa, a empresa regularizou o produto de forma indevida ja que apresenta no rótulo promessas de tratamento que não devem constar em cosméticos comuns.

Shampoo para controle de Caspa Neo Dermax

Além disso, a medida também alcança um shampoo semelhante ligado à empresa Through Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda., identificado como “Shampoo para Controle de Caspa Neo Dermax”.

De acordo com a Anvisa, o produto apresentou o mesmo problema: foi classificado como cosmético, mas traz alegações terapêuticas na rotulagem.

Além disso, a agência também apontou o uso de substância conservante não permitida em produtos que não são enxaguados.

O que acontece agora

Com a decisão em vigor, os fabricantes precisam retirar os produtos do mercado e corrigir as irregularidades antes de solicitar nova autorização para comercialização.

Consumidores que já possuem os shampos devem suspender o uso e procurar orientações do fabricante ou do local de compra para saber como proceder.

Por fim, a Anvisa reforça que essas medidas fazem parte das ações de fiscalização para garantir que cosméticos vendidos no país sigam as normas de segurança e transparência, protegendo a saúde dos consumidores.

Nota da empresa

Até o momento da publicação desta nota não foram encontrados pronunciamentos oficias, mas o espaço permanece aberto.

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