Chegou a vez do perfume: ANVISA suspende marca popular e alerta risco hoje 12/12

ANVISA suspende perfume popular e alerta consumidores sobre riscos à saúde e essa medida vale em todo o Brasil.

15/12/2025 às 06:15 · Tempo de leitura: 5 minutos

ANVISA proíbe perfume popular após risco (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Lennita/GMN)

O perfume faz parte da rotina da maioria das pessoas ao redor do mundo, principalmente dos brasileiros. Seja para uso diário, ocasiões especiais ou como item de presente, ele é sempre bem-vindo.

No entanto, pelo fato de ser um produto que tem contato direto com a pele, ele exige um controle ainda mais rigoroso.

Foi com esse foco que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou, no dia 11 de dezembro, a suspensão imediata de dois cosméticos comercializados no país sem o devido registro sanitário, o que acabou acendendo um alerta aos consumidores.

A decisão atingiu a Deo Colônia Amantikir, fabricada pela Aon Indústria de Cosméticos Naturais Ltda.

De acordo com os dados oficiais, a ANVISA proibiu os produtos da linha em todo o território nacional.

O que fez a ANVISA proibir o perfume?

A ANVISA recebeu notificações sobre a venda dos dois itens e constatou a ausência de registro sanitário, exigência obrigatória para cosméticos classificados como produtos de alto risco.

Tanto os perfumes como os cosméticos em geral entram nessa categoria porque contêm substâncias químicas que podem ser absorvidas pela pele ou inaladas.

Sem registro, a ANVISA não consegue verificar a composição, a procedência das matérias-primas, as condições de fabricação nem a segurança do produto para o consumidor.

Logo, a autarquia adotou a medida cautelar para evitar riscos à saúde pública.

Quais são os riscos reais?

Cosméticos sem registro podem causar:

  • Reações alérgicas;
  • Irritações na pele;
  • Problemas respiratórios e outros efeitos adversos, especialmente em pessoas sensíveis.

No caso de perfumes, o risco aumenta devido à inalação frequente e ao contato direto com áreas extensas da pele.

Mesmo porque a falta desse controle sanitário impede qualquer garantia de qualidade, estabilidade ou segurança do produto.

Por esse motivo, o órgão orienta que os consumidores interrompam imediatamente o uso dos itens suspensos.

Defesa da empresa

Até o momento, não há manifestação pública da Aon Indústria de Cosméticos Naturais Ltda. sobre a decisão da ANVISA; no entanto, o espaço segue em aberto, caso queira expor a sua versão dos fatos.

Como comprar perfumes e cosméticos com segurança?

Para evitar riscos, a orientação é sempre verificar se o cosmético possui registro ou notificação válida na ANVISA, além de conferir o rótulo completo, com nome do fabricante, CNPJ e endereço.

Produtos vendidos sem essas informações, especialmente em plataformas online ou redes sociais, merecem desconfiança.

Além disso, a autarquia mantém sistemas públicos de consulta que permitem verificar se um produto está regularizado.

Em caso de suspeita ou reação adversa, o consumidor deve comunicar o órgão de vigilância sanitária local ou a própria Agência.

Mas, para mais casos parecidos como esse, clique aqui*.

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