Chip hormonal: médico explica método que ganha adeptos entre famosos como Deborah Secco e Flay

24/06/2025 às 15:12 · Tempo de leitura: 3 minutos

Divulgação

Implante subcutâneo libera hormônios de forma controlada no organismo e é usado para tratar distúrbios hormonais, melhorar a disposição e auxiliar na composição corporal

Personalidades famosas como a atriz Deborah Secco e a ex-BBB Flay declararam publicamente que já fizeram o uso do chip hormonal. Conforme explica o médico Ivan Togni, trata-se de um implante subcutâneo que libera hormônios de forma controlada no organismo e tem ganhado destaque entre pacientes que buscam mais qualidade de vida, equilíbrio hormonal e até auxílio na composição corporal.

“Apesar do nome, o dispositivo não é um chip eletrônico, mas, sim, um pequeno cilindro de silicone inserido sob a pele, geralmente na região glútea, que libera substâncias como gestrinona, testosterona, estradiol e progesterona”, aponta.

Segundo Togni, antes da implantação, o paciente passa por uma avaliação médica completa, com exames laboratoriais e análise do histórico clínico. Após a inserção, o chip libera doses constantes da substância ativa por um período que pode variar de três a doze meses, a depender do tipo de implante utilizado. O especialista comenta que o objetivo do tratamento é manter os níveis hormonais estáveis, evitando picos e quedas.

O médico salienta que o uso de implantes hormonais tem respaldo científico em diversas situações clínicas. Eles são utilizados no tratamento da síndrome dos ovários policísticos, endometriose, disfunções sexuais, além de integrarem protocolos de reposição hormonal bioidêntica.

Togni lembra que entre os principais públicos para o chip hormonal estão mulheres com TPM intensa, endometriose ou desequilíbrios hormonais; homens e mulheres com queda de libido, fadiga crônica ou perda de rendimento físico; pacientes que buscam melhorar a composição corporal e a resposta aos treinos; pessoas que necessitam de reposição hormonal contínua e mais estável.

Avaliação e contraindicações

Para definir se o paciente é elegível ao tratamento, o médico analisa exames hormonais, hepáticos, renais e hematológicos, além de considerar os sintomas e os objetivos relatados. Contudo, o chip hormonal é contraindicado em casos de histórico de câncer de mama, endométrio e próstata; doenças hepáticas graves; distúrbios de coagulação ou trombofilias não controladas.

Benefícios

De acordo com o médico, o chip pode oferecer benefícios como aumento da disposição e redução do cansaço; melhora da libido e da autoestima; redução de sintomas da TPM, menopausa ou andropausa; ganho de massa magra e redução de gordura; sono mais reparador e estabilidade no foco e na energia diária.

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