Churrasco tóxico: Interdição da Vigilância Sanitária contra 2 açougues populares tira chão de SC

Interdição da Vigilância Sanitária derruba churrasco de fim de semana em SC: 1,4 tonelada de carne insalubre é descartada.

25/04/2025 às 09:00 · Tempo de leitura: 6 minutos

Churrasco tóxico levanta alerta da Vigilância Sanitária em Pelotas, SC (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Canva/GMN)

Interdição da Vigilância Sanitária derruba churrasco de fim de semana em SC: 1,4 tonelada de carne insalubre é descartada

Uma operação da Vigilância Sanitária em Pelotas,Santa Catarina, SC, interrompeu bruscamente os planos de muitos consumidores.

Isso porque fiscais descartaram cerca de 1.460 kg de carne bovina imprópria para o consumo — produto que poderia ter ido parar na grelha.

A ação, realizada no dia 27 de março de 2025, ocorreu em dois açougues na avenida Pinheiro Machado, bairro Fragata, e tirou de circulação uma carga que poderia resultar em um “churrasco tóxico“, uma vez que representaria consequências graves à saúde pública.

Sendo assim, a partir de informações obtidas através do Old Pelotas, a equipe especializada em fiscalizações e serviços do TV Foco traz abaixo todo o parâmetro da situação, a qual abalou a região catarinense.

Carnes descartadas (Foto Reprodução/Prefeitura de Pelotas)

Entenda a interdição

A apreensão, coordenada pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), contou com o apoio da Brigada Militar e de veterinárias da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado.

Fiscais já haviam recebido denúncias anteriores contra um dos estabelecimentos fiscalizados, que voltou a reincidir nas irregularidades.

As irregularidades constatadas foram graves:

  • Carne fora da temperatura adequada;
  • Cortes originalmente resfriados estavam congelando de maneira incorreta;
  • Câmaras frias apresentavam condições precárias de higiene.
Policiais da Patrulha Rural da Brigada Militar em apoio à operação da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal (Foto: Reprodução/SMS)

“O produto foi descartado corretamente após a constatação das irregularidades” – Afirmou Sidnei Louro, coordenador da Vigilância Sanitária.

O armazenamento da carne violava diretamente as normas sanitárias e colocava em risco a saúde dos consumidores.

Um churrasco tóxico:

A expressão ‘churrasco tóxico’ não é exagero. Carne mal armazenada pode ser um vetor para uma série de doenças transmitidas por alimentos (DTAs), como:

  • Salmonelose;
  • E. coli;
  • Listeriose;
  • Botulismo.

Esses microrganismos, invisíveis a olho nu, podem resistir ao calor do preparo e provocar quadros de intoxicação alimentar com sintomas que variam de náuseas a infecções graves.

Em casos extremos, podem levar à hospitalização ou até à morte.

Um dos riscos em se comer carne e embutidos irregulares é o botulismo (Foto: Reprodução/Internet)

Quais outros riscos envolvem o consumo e a comercialização de carne irregular?

Além disso, ainda há o risco da presença de carne clandestina ou de origem duvidosa alimenta crimes como o abigeato – roubo e abate ilegal de gado.

Ou seja, a operação também teve como objetivo coibir esse tipo de prática, que impacta diretamente a cadeia produtiva legal e coloca o consumidor em risco duplo: sanitário e ético.

Conclusão:

Em suma, a Vigilância Sanitária impediu que uma grande quantidade de carne contaminada chegasse à mesa dos consumidores. Além disso, a população precisa desconfiar de preços muito baixos e condições duvidosas de higiene.

Mas, para saber mais sobre outros casos e até decretos da ANVISA, clique aqui. *

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