Ciente da grande responsabilidade, João Emanuel Carneiro se dedica quase que integralmente para Segundo Sol

13/05/2018 às 01:00 · Tempo de leitura: 3 minutos

Autor de Segundo Sol, João Emanuel Carneiro falou sobre Roberval (Foto: Divulgação)

O autor João Emanuel Carneiro na coletiva de Segundo Sol
(Foto: Globo/João Cotta)

Autor de grandes sucessos da dramaturgia da Globo como o fenômeno Avenida Brasil, João Emanuel Carneiro ficou encarregado da missão de substituir O Outro Lado do Paraíso a partir desta segunda-feira, 14 de maio. A missão não é fácil, mas o novelista tem se dedicado bastante.

João Emanuel Carneiro quer limpar a imagem que ficou depois A Regra do Jogo, seu último trabalho que acabou não emplacado como se esperava que acontecesse. No entanto, em sua nova novela o autor promete não vir com grandes novidades na escrita e quer manter um ritmo mais acentuado.

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De acordo com informações do colunista Flávio Ricco, do UOL, em Segundo Sol o novelista manterá o gênero das tramas clássicas, a receita que sempre funciona com os telespectadores e dedicação é o que não tem faltado. “Estou trabalhando 12 horas por dia de domingo a domingo”, disse ele.

JOÃO EMANUEL CARNEIRO FALA DE SEGUNDO SOL 

Autor de grandes sucessos como A Favorita (2008/2009) e Avenida Brasil (2012), João Emanuel Carneiro fracassou com A Regra do Jogo (2015/2016), que chegou a permitir que a Globo, após muitos anos, tivesse seu monopólio ameaçado pela concorrência no horário nobre.

Em entrevista ao jornal O Globo, ele admitiu que a sua última obra não obteve os resultados esperados. “Foi bem de audiência, mas não o que era esperado. Era uma novela ambiciosa artisticamente e tinha uma história muito masculina e atípica. Dialogava com a linguagem dos seriados. Tinha facção criminosa, diziam que os temas eram pesados e parecia uma continuação do Jornal Nacional”, declarou.

Mas agora, JEC terá a chance de se redimir com Segundo Sol, próxima novela das 21h. E o autor, conhecido por apresentar tramas carregadas de tensão, aposta agora em um projeto mais leve. “Será uma história mais emotiva. O drama familiar será maior do que em qualquer outra novela minha. Parti de dois vértices. O da Luzia [Giovanna Antonelli], que perde os filhos e lutará para recuperar a família despedaçada. O outro lado será a história de alguém que fica famoso com a morte. Beto [Emilio Dantas] se faz de morto e a família lucra com isso. Anos depois, ele estará acomodado nessa mentira, casado com Karola [Deborah Secco]. Mas vai entrar em crise de consciência quando reencontrar a Luzia”, disse.

O autor também revelou o motivo de ter escolhido a Bahia como pano de fundo da sua nova trama. “Minha mãe foi presidente do Iphan e eu, filho único, ia muito para a Bahia com ela. Aos 14 anos, li Capitães de Areia em Salvador. Saía por lá sentindo todo aquele erotismo da Bahia. Salvador me fascina. A Bahia da novela será contemporânea e realista. Terei o terreiro de candomblé, o capoeirista e a elite. Será uma novela agridoce, colorida”, afirmou.

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