Cinco programas que quase ninguém vê na TV

18/08/2011 às 21:07 · Tempo de leitura: 4 minutos

DE SÃO PAULO

É difícil entender como um programa que não dá quase nada de ibope possa continuar na grade de programação por meses, anos e até décadas. Mas é exatamente isso que acontece com os exemplos listados abaixo.

São programas que dão menos de 1 ponto de ibope –o que equivale a 58 mil domicílios sintonizados na Grande São Paulo–, isso quando não dão traço.

Não se sabe o porquê da sobrevida e resistência de programas como:

“Manhã Maior”, da RedeTV!

O matinal da RedeTV! é tão saboroso quanto cereal murcho em leite morno. O programa já teve ‘n’ apresentadores, mudanças de cenário, de enfoque e nada. Chato, sonolento, acredita-se que quando há uma “Manhã Maior” que zero, a RedeTV! solta fogos.

Reprodução/RedeTV!
O programa “Manhã Maior” da RedeTV!

“Mulheres”, da Gazeta

Eis um programa da era paleozóica, quando a TV era movida a lenha. Também já teve várias apresentadoras, atualmente são: Mamma Bruschetta e Catia Fonseca. Pode-se dizer que é uma atração datada. Com carbono 14.

Fábio Guinalz/AgNews
Mamma Bruschetta apresentadora do “Mulheres”

“Provocações”, da Cultura

Muita gente vai protestar dizendo que este programa tedioso da Cultura, há 10 anos no ar, é um “oásis” de inteligência ou “diferencial”. O problema é que nem os supostos fãs assistem a um episódio inteiro. Afinal, que aguenta tanta sombra e a cara de conteúdo do Abujamra enquanto entrevista a Palmirinha?

Luciano Piva/Divulgação/TV Cultura
Arnaldo Antunes sendo entrevistado por Antônio Abujamra

“Primeiro Jornal”, da Band

O telejornal matinal da Band, hoje apresentado pelo roliço e repetitivo Luciano Faccioli, só é sucesso de audiência entre pernilongos empanzinados do sangue de telespectadores dormentes. Aqueles pernilongões encostados na parede do quarto.

Divulgação
Luciano Faccioli, que apresenta o “Primeiro Jornal”

Qualquer programa da TV Brasil

O canal aberto idealizado pelo democrático, isento e competente ex-ministro Franklin “Stein” Martins faz tanto sucesso que, quando dá traço, a direção da emissora festeja. É talvez o único canal com ibope “negativo”. A TV Brasil também podia entrar no Guiness como o cabide mais caro do mundo: quase R$ 500 milhões por ano.

Reprodução
O telejornal “Repórter Brasil”, da TV Brasil

F5

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