A fim de dar fim à concorrência com poderoso refrigerante brasileiro, a Coca-Cola se rendeu à solução por meio de uma compra bilionária; Entenda o que rolou

No mundo dos negócios, existe uma máxima implacável: se você não consegue vencer seu maior concorrente, compre-o. Foi exatamente esse movimento que a Coca-Cola executou em meados de 2001, surpreendendo o mercado financeiro e milhares de consumidores brasileiros.

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Em uma transação colossal, a gigante adquiriu o Guaraná Jesus, um icônico refrigerante cor-de-rosa brasileiro, o qual detinha a hegemonia absoluta no Maranhão.

A investida ocorreu após a multinacional notar que, em solo maranhense, a bebida local conseguia a proeza de superar a própria Coca-Cola em participação de mercado,.

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Feito esse raríssimo para a marca mais consumida do planeta...

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Essa “derrota” regional causou um verdadeiro desespero estratégico na poderosa companhia norte-americana.

De acordo com o portal Wiki, sem conseguir desbancar o sabor exótico de cravo e canela que conquistou o paladar do Nordeste, a Coca-Cola se rendeu e apelou para a aquisição direta.

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O objetivo era mais que claro, uma vez que o plano foi:

  • Dar fim à resistência local;
  • Integrar o sucesso regional ao seu império global.

Uma história escrita em tinta rosa e tradição

Para quem não sabe, a trajetória do Guaraná Jesus remete ao início do século XX e possui raízes farmacêuticas.

Ainda de acordo com o portal mencionado, o criador, Jesus Norberto Gomes, iniciou sua vida profissional aos 14 anos na Farmácia Marques, em São Luís.

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Jovem e talentoso, ele logo comprou seu próprio estabelecimento e passou a fabricar produtos variados, como o peitoral Jesus e até a pasta de dente Jesulina.

A incursão no setor de bebidas gasosas surgiu do desejo de criar algo refrescante para o público maranhense.

Após uma primeira tentativa frustrada de sabor amargo, Jesus refinou a fórmula até chegar à “Kola Guaraná Jesus”.

O resultado unia uma cor vibrante em tons de rosa a um sabor adocicado com notas de especiarias típicas da culinária local.

Na década de 20, o produto já se tornava um fenômeno de vendas, consolidando-se como um símbolo cultural do estado.

Passada de mão

Mas, antes de chegar aos domínios da Coca-Cola, a marca atravessou turbulências.

Nos anos 60, a Cervejaria Antarctica Paulista comprou a fábrica, mas a família Jesus manteve os direitos sobre a marca.

Esse arranjo gerou uma briga judicial histórica, com a família acusando a Antarctica de boicotar as vendas do refrigerante rosa para favorecer outros produtos do portfólio.

Após a morte do fundador em 1963 e anos de litígio, a marca passou para a Companhia Maranhense de Refrigerantes na década de 80, até ser finalmente “engolida” pela Coca-Cola no início deste milênio.

Embora os valores exatos do negócio não terem sido divulgados publicamente, estima-se que a transação foi uma das mais caras e bilionárias.

Respeito à identidade

A Coca-Cola, ciente do valor emocional da marca, optou por uma transição cuidadosa. Em 2008, a empresa promoveu uma campanha democrática para que os próprios maranhenses escolhessem o novo rótulo do produto.

A arte vencedora inspirou-se nos tradicionais azulejos coloniais portugueses de São Luís, reforçando o laço afetivo com a região.

Essa estratégia de preservação de identidade é uma marca da gigante, que aplica a mesma lógica a outras aquisições, como os sucos Del Valle e a peruana Inca Kola.

Quais são as marcas que pertencem à Coca-Cola?

De fato, a compra do Guaraná Jesus representou um passo decisivo, mas a Coca-Cola FEMSA Brasil consolidou um império que ultrapassa largamente os refrigerantes tradicionais.

Atualmente, a empresa produz e distribui uma vasta gama de bebidas que acompanham o consumidor em todas as ocasiões do dia, abrangendo desde chás e sucos até o setor de cervejas premium e bebidas energéticas.

De acordo com seu site oficial, ela carrega no centro do portfólio refrigerantes de renome.

Além da emblemática Coca-Cola e do mencionado Guaraná Jesus, a companhia domina o mercado com as linhas Fanta, Sprite e Schweppes.

No segmento de hidratação e bem-estar, a marca lidera o setor de águas com a Água Mineral Crystal e o segmento de isotônicos com o Powerade e o I9.

A oferta de sucos, chás e bebidas vegetais inclui os Sucos Del Valle, os Chás Leão e a marca Ades, focada no consumo de soja.

Para o público que procura energia e performance extra, a empresa distribui as marcas Monster e Burn.

Veja mais das suas marcas por meio deste link*.