Colágeno popular e nº1 das mulheres acima dos 60 é proibido pela ANVISA

Sem registro e sem controle, colágeno amplamente comercializado, ainda mais entre mulheres 60+ no Brasil, é alvo de proibição da ANVISA.

15/05/2025 às 08:00 · Tempo de leitura: 8 minutos

Colágeno popular é proibido pela ANVISA no Brasil após irregularidades encontradas (Foto Reprodução/Montagem/Freepik/GMN/Lennita/TV Foco)

Sem registro e sem controle, colágeno amplamente comercializado, ainda mais entre mulheres acima dos 60 anos no Brasil, é alvo de proibição da ANVISA após risco apresentado

Cada vez mais mulheres que se preocupam com a beleza e o envelhecimento saudável recorrem à reposição de colágeno.

Mesmo porque, após os 50 anos, a produção natural da substância — essencial para a firmeza da pele, saúde das articulações e cabelos — despenca drasticamente.

Com isso, cresce o consumo de suplementos de colágeno no Brasil, especialmente entre mulheres com mais de 60 anos.

Mulheres acima dos 60 costumam investir em reposição de colágeno (Foto Reprodução/Internet)

Mas nem tudo que promete juventude em cápsulas vem com segurança. E, por isso, todo cuidado é pouco.

Por exemplo, no dia 11 de abril de 2025, a ANVISA publicou a RESOLUÇÃO nº 1.387, a qual proíbe o Colágeno Tipo 2 Pro Maximum Alívio, da empresa Naturance Comércio de Produtos Alimentícios e Cosméticos LTDA.

Inclusive, a medida atingiu todos os lotes fabricados a partir de 01/01/2020.

Sendo assim, a partir de informações oficiais da resolução, a equipe especializada em fiscalização do TV Foco levantou mais detalhes da proibição e os seus respectivos riscos.

Por que a ANVISA proibiu esse colágeno?

  • A decisão partiu de um processo de fiscalização que identificou que o produto estava sendo comercializado sem registro, notificação ou cadastro na ANVISA.
  • Mais grave ainda: a empresa responsável não possui Autorização de Funcionamento (AFE) para produzir medicamentos — requisito obrigatório previsto em lei.
  • O colágeno em questão vinha sendo promovido amplamente na internet, especialmente voltado a pessoas com dores articulares e consumidores maduros, em especial mulheres.
  • No entanto, toda a propaganda ocorria sem respaldo regulatório, o que configura infração sanitária.

Sendo assim, a orientação é clara: Consumidores devem interromper imediatamente o uso do produto e comunicar qualquer efeito adverso à Vigilância Sanitária ou aos órgãos reguladores.

Resolução da ANVISA pt 1 contra lotes de colágeno (Foto Reprodução/ANVISA)
Resolução da ANVISA pt 2 contra lotes de colágeno (Foto Reprodução/ANVISA)

A posição da empresa e importância:

Até o momento, a empresa Naturance Comércio de Produtos Alimentícios e Cosméticos LTDA não se manifestou oficialmente sobre a decisão da ANVISA.

Além disso, não foram encontradas notas públicas divulgadas em seu site, canais institucionais ou redes sociais.

  • Importância da empresa: A Naturance Comércio de Produtos Alimentícios e Cosméticos desempenha o papel como distribuidora de produtos que visam a melhoria da qualidade de vida e longevidade dos clientes. A empresa concentra-se em oferecer uma variedade de produtos alimentícios e cosméticos, com foco na saúde e bem-estar. 

Quais são os riscos no consumo de suplementos de colágeno sem registro?

Ao consumir suplementos sem registro na Anvisa, o consumidor fica exposto a sérios riscos.

Produtos não autorizados não passam por testes de qualidade, segurança ou eficácia, o que significa que não há garantia sobre a composição ou os efeitos prometidos.

Suplementos, mesmo de colágeno, sem autorização da ANVISA representa sérios riscos (Foto Reprodução/Freepik)

No caso do colágeno tipo 2, indicado para a saúde articular, a formulação exige cuidados rigorosos quanto à dosagem, origem da matéria-prima e absorção no organismo.

Sem controle técnico, o consumo pode provocar:

  • Reações adversas;
  • Sobrecarga hepática;
  • Interações medicamentosas;
  • Piora no quadro de dores e inflamações.

A própria ANVISA reforça que a ausência de registro compromete a rastreabilidade e impede a análise de possíveis efeitos colaterais, deixando o consumidor sem qualquer proteção sanitária.

Conclusão:

Em suma, o caso expõe a fragilidade de parte do mercado de suplementos e o risco real para a saúde pública.

A busca por juventude não pode atropelar critérios científicos e legais.

Antes de consumir qualquer colágeno, é essencial verificar o registro na ANVISA. E mais do que nunca, informação salva a pele — literalmente.

Mas, para saber sobre mais interdições como essa envolvendo a ANVISA/Vigilância Sanitária, clique aqui*.

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