Coluna Sem Sinal: A TV Paga está fadada ao fim no Brasil e a culpa são das próprias operadoras

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

24/08/2018 às 12:53 · Tempo de leitura: 3 minutos

TV Paga vem perdendo assinantes (Foto: Reprodução)

TV Paga (Foto: Reprodução/ Imagem Meramente Ilustrativa)

Como vocês já devem saber, a TV Paga no Brasil e está perdendo clientes a cada mês. Para se ter noção, a média de cancelamento chegou a dois mil clientes por dia durante o ano.

Mas de quem é a culpa disso? É do Netflix? Ou de fazer um serviço mal feito? Para começar, a excessiva quantidade de comerciais e propagandas durante as atrações, o que não acontecia antigamente. É claro que eles estão precisando de dinheiro, mas a quantidade é tão absurda, muito maior que na TV Aberta, que isso afasta o assinante. E pela lógica, se você paga pelo serviço, é justamente para não ter comercial nenhum (mas a gente releva se for pouca coisa).

Com poucas exceções, como FOX e Telecine (este que por sua vez além da TV Paga você tem que pagar ainda uma taxa extra), e os canais de desenho animado, as programações são muito deficientes. São dezenas de canais, mas também dezenas de canais com programações chatas, aleatórias, sem uma grade compartimentada, que faça sentido. Quem nunca ficou passando canal por canal e não achando nada de interessante, acabou voltando para os bons e velhos canais abertos?

Um exemplo é a estratégia do Silvio Santos de “copiar a Netflix”, com suas séries no sábado à noite que deu muito certo na audiência. Porque os canais fechados que estão lá para isso não fazem o mesmo?

SBT e Netflix (Foto: Reprodução)

São emissoras sem personalidade, tem um monte de canais que você não pode dizer: “Esse canal exibe isso, é sobre isso”, porque simplesmente eles exibem uma série de programas aleatórios em uma grade de programação malfeita.

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Observem a Globo: cada horário está compartimentado, “separadinho”: agora é o jornal, agora é a novela, daqui a pouco é o filme, etc. Isso cria uma rotina no público. Na TV a cabo por sua vez não estão nem aí para isso, exibem um curta-metragem da década de 1990 e em seguida passam um programa musical. Ou então passam um reality de culinária, que é sucedido por uma série adolescente de lobisomem, sequenciado por uma partida de tênis feminino!

Se os canais resolvessem organizar melhor seus conteúdos, melhorarem também, organizar corretamente as grades de programação e respeitarem o público, com toda certeza não teriam a rejeição que estão tendo.

Texto: Vinícius Carvalho

As opiniões expressas aqui são de responsabilidade do autor do texto, e não refletem a opinião do site TV Foco.

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