Sucesso sem fronteiras!
A trama escrita por João Emanuel Carneiro já foi licenciada para 71% dos países da região. A Colômbia foi o último país a comprá-la.
Um folhetim da emissora não fazia tanto sucesso desde “O Clone”, de 2001.
Segundo a Globo, “a América Latina é um mercado tradicional, grande consumidor de novelas da emissora”.
Segundo informações do jornalista Gilvan Marques, a região sempre foi um dos principais clientes da Globo, com um público fiel. Mas a história ágil e a linguagem universal têm levado Carmina e Tifón (nomes de Carminha e Tufão em espanhol) a um enorme sucesso.
A repercussão de “Avenida Brasil” tem sido superior a de produtos de outras concorrentes tradicionais, como a rede mexicana Televisa, a colombiana RCN e a argentina Telefé.
As produções brasileiras sempre foram reconhecidas pela alta qualidade de produção, mas perdem para os dramalhões mexicanos em três quesitos básicos: idioma, singularidade de história e no preço mais em conta.
As novelas mexicanas são oferecidas ao mercado a um preço bem menor das brasileiras.
Cada capítulo de novela da Globo custa 15 vezes mais do que as da Televisa, cujas produções têm mais cenas em estúdios, mais baratas.
Mesmo com todas as dificuldades de mercado, “Avenida Brasil” está conseguindo ser líder em emissoras de três países, Chile, Uruguai e Venezuela.
No Chile, internautas continuam pressionando o Canal 13, que a transmite às 15h. Querem que “Avenida Brasil” mude para o horário nobre. A direção da emissora acabou cedendo em partes. Passou a exibir boletins com os melhores momentos da semana às 22h.
Já no Uruguai, telespectadores criaram uma petição pública exigindo que o canal local Teledoce retransmita a novela diariamente, e não apenas duas vezes por semana.
E no Peru, um canal decidiu criar uma versão local, “Avenida Peru”, com detalhes muito próximos a de “Avenida Brasil”.
