Apostando em mulheres na Copa da Rússia, canal se dá mal e tem péssima audiência
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Apostando em mulheres na Copa da Rússia, canal se dá mal e tem péssima audiência
Canal está se dando mal com mulheres na Copa.
Há quem tente inovar e se dê bem. Mas há também quem siga o mesmo caminho, querendo reinventar a roda, e só colha frutos negativos e se dá mal. Parece que o canal Fox Sports 2 ficou nesta segunda ‘opção’.
Isso por que o canal pago vem se dando muito mal e até empata com outra emissora da TV fechada que nem tem os direitos de transmissão da Copa, o Esporte Interativo. Vanessa Riche, Isabelly Morais e a goleira Bárbara Barbosa (sósia de Ludmilla) são três das contratadas para cobrir o mundial pelo canal.
Na última quarta (20), por exemplo, o Fox Sports 2 teve uma média de apenas 3.840 espectadores por minuto ao longo das 24 horas do dia no PNT (Painel Nacional de Televisão), que mede a audiência nas 15 principais regiões metropolitanas do Brasil. Canal rival, o Sportv foi visto por 205.508 pessoas, um índice 52 vezes maior. Uma verdadeira surra.
Com homens dominando a cobertura, o Fox Sports 1 teve média de 59.580 espectadores por minuto, 14 vezes acima da audiência de sua versão feminina. Já os Sportv 2 e 3 registraram, respectivamente, 17.580 e 8.060 pessoas em média, ainda muito acima da Fox com mulheres.
Ainda de acordo com dados do Ibope, no domingo (17), dia em que a seleção brasileira entrou em campo pela primeira vez na Rússia, a equipe feminina da Fox se saiu um pouquinho melhor e chegou à média de 5.880 espectadores por minuto ao longo das 24 horas. Superou (por pouco) o Esporte Interativo, que teve público médio de 5.460. Mas ficou bem atrás do Sportv (366.080) e do Fox Sports com homens (102.960).
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No mesmo dia, a ESPN teve média de 2.910 espectadores por minuto. Só ficou à frente do Bandsports (1.390), o lanterninha.
Ao Notícias da TV, Isabelly afirmou que estava ciente do mundo machista em que trabalha. “A mulher que decide trabalhar com futebol é testada diariamente. Na primeira vez que narrei em Minas, vi muitos comentários de gente sem noção, mas tem que saber lidar com isso. Eu decidi me expor numa área e eu sabia que teria consequências”, disse.
Já a apresentadora Lívia Nepomuceno defendeu que o crescimento das mulheres no jornalismo esportivo não deve ser encarado pelos homens como uma competição. “Não é uma disputa de gêneros, de quem sabe mais. Acho que tem espaço para todo mundo, e acho que quem ocupar esse espaço precisa mostrar competência. Não adianta peitar, porque o machismo não vai acabar da noite para o dia”.
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