Com papel em série sobre médico poêmico, Paolla Oliveira fala sobre engajamento na luta contra o assédio: ‘Só não é quem é alienada’

08/02/2018 às 11:48 · Tempo de leitura: 3 minutos

A atriz Paolla Oliveira. (Foto: Reprodução/Instagram)

A atriz Paolla Oliveira (Foto: Reprodução/Instagram)

Após o sucesso como Jeiza em A Força do Querer, Paolla Oliveira irá para o extremo oposto em nova série da Globo.

Ela já começou a filmar Assédio, atração inspirada nos crimes de Roger Abdelmassih, acusado e condenado por violentar mulheres. A série será exclusiva do novo serviço de streaming da emissora. Paolla interpretará a esposa do médico.

“Carolina é completamente diferente da Jeiza, é uma mulher movida por uma paixão”, diz em entrevista para o Notícias da TV.  Em dez episódios, ainda não se sabe se será exibida ou não pela TV Globo, podendo ficar apenas online.

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Abdelmassih foi condenado a 181 anos de prisão por violentar 37 pacientes. Pela oportunidade de interpretar a personagem polêmica, Paolla preferiu abdicar das férias. No programa, ela manterá o casamento mesmo após a prisão do sujeito.

Trata-se de uma representação de Larissa Sacco, que conheceu Abdelmassih em 2008 durante um tratamento para engravidar de seu ex-namorado e de paciente, virou esposa do médico e largou tudo para fugir com ele após sua condenação.

“É uma paixão dúbia, se pararmos para pensar por quem ela se apaixonou e quais os fatos que envolvem a sua vida. Acho que daria uma série só dela pela personalidade que a personagem tem e as escolhas que fez”, declara a atriz.

“Nunca tinha trabalhado com o Calloni. No set, posso rever Adriana Esteves e o trabalho da Mariana Lima [que interpreta a primeira mulher do médico]. Toda vez que participamos de um todo que é muito bom, aprendemos alguma coisa e saímos melhor”, comenta.

Paolla fala que não consegue explicar como a série tem mexido com ela. “Passaria um dia todo falando com você”, afirma. “Esse é um caso muito específico [a história da trama], é uma obra livremente inspirada, não é biográfico, mas falar de assédio é falar de uma coisa que está em voga, tem muito a se discutir”. Engajada na luta contra o assédio, Paolla explica que toda mulher é. “Só não é quem é alienada, não lê jornal”, opina.

Em relação ao feriadão de Carnaval, ela dessa vez não desfilará em nenhuma escola de samba. “Enquanto a galera estiver na avenida, estarei fugida”, revela a intérprete, que também não pretende curtir “disfarçada”. “Eu desisti de disfarce, já saí achando que estava passando despercebida, mas não deu certo. Uma pessoa falou que me reconheceu pela voz”, recorda a atriz.

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