Com Salve Jorge, a Globo aprendeu mais uma lição
Salve Jorge, o erro que dará certo
Como é bom ver o Brasil parar durante o último capítulo de novela. Um programa nacional, com temas nossos, gente cheia de sotaque, mulheres lindas à moda nacional, personagens amados e odiados por gente nossa sendo nossa gente. É na novela que os personagens permanecem tanto tempo conosco ao ponto de sentirmos sua respiração, o abraço, a vida. Só ela consegue este envolvimento. Isso tudo é muito bonito e deve continuar sempre.
Salve Jorge encerrou hoje, não foi todo aquele sucesso esperado, mas mexeu com milhões de pessoas, as fez conversar, analisar diversas circunstâncias do cotidiano, trouxe o rei Roberto à baila, manteve a alma brasileira dentro de seu domínio.
Queremos mais, outras redes precisam descobrir o caminho das pedras, arranjar novas formas de agradar nosso povo. Estão tentando, colocando monstros, gastando milhões, arriscando tudo. É a novela que contrata, que revela nosso biotipo, toca nossa verdade e risca o fósforo diante da pólvora.
Não foi desta vez que a Globo acertou o gol; errou feio, porém, bem sabemos, aprendeu algo, que será usado futuramente, ampliando ao invés de diminuir, aquela que é a história da história da nossa gente.
Certa vez, Marinho conversava com Adolfo Bloch, futuro empresário televisivo, nesta, para o ajudar na construção da rede Manchete, estipulou apenas um elemento como intocável: “Bloch, não faça novelas, estas são minhas!”. Isso ocorreu na década de 80, de lá para cá, quase nada mudou.
Texto: Cleomar Santos Twitter: @tvfococolunista
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