Veja como alguns aposentados do INSS fizeram para tentar alcançar o teto da aposentadoria e aumentar o valor do benefício

Receber uma aposentadoria alta é o sonho de muita gente que contribui durante anos para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 2026, o valor máximo pago pela Previdência, ou seja, o teto, chega a cerca de R$ 8,4 mil por mês.

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Apesar de parecer distante para muitos trabalhadores, algumas pessoas conseguem chegar perto desse valor. De acordo com diversos especialistas em direito previdenciário, o caminho envolve planejamento, contribuições maiores ao longo do tempo e atenção às regras da aposentadoria.

Muitos segurados que hoje recebem benefícios maiores começaram a se organizar bem antes de pedir a aposentadoria. Eles acompanharam as contribuições, evitaram falhas no histórico e, quando possível, contribuíram com valores mais altos.

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Tudo sobre o teto da aposentadoria em 2026

De acordo com o INSS, o teto da aposentadoria, o valor máximo que a Previdência pode pagar a um segurado, em 2026, ficou em R$ 8.475 por mês. Lembrando que esse valor muda todos os anos porque passa por um reajuste, aliás, o piso também mudou, e ficou fixado em R$ 1.621.

O aumento é calculado com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador usado para manter o poder de compra dos benefícios. No começo de cada ano, o governo divulga o novo valor do teto, que passa a valer para todos os segurados do INSS.

Além disso, vale destacar que não existe um grupo específico que tenha direito automático ao teto da aposentadoria. O valor do benefício depende do histórico de contribuições de cada trabalhador. Quem contribuiu durante muitos anos com salários altos tem mais chance de chegar perto do teto.

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Isso acontece porque o cálculo da aposentadoria considera a média das contribuições feitas ao longo da vida. Por isso, trabalhadores com salários mais altos ou que pagam contribuições maiores ao longo do tempo acabam acumulando uma média maior.

Como alguns segurados conseguem chegar perto do teto

Existem algumas estratégias usadas por quem quer aumentar o valor da aposentadoria. A principal delas é contribuir com valores maiores durante boa parte da vida profissional.

Quem trabalha com carteira assinada normalmente já contribui automaticamente sobre o salário. Se o salário for alto, a contribuição também será maior. Já quem trabalha por conta própria precisa escolher quanto vai contribuir.

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Muitos autônomos que desejam uma aposentadoria maior optam por pagar a contribuição completa, que corresponde a 20% do valor declarado. Esse tipo de contribuição permite que o segurado use valores maiores no cálculo da aposentadoria.

Valor e tempo de contribuição para quem busca o teto

Para quem paga a contribuição completa como autônomo ou contribuinte facultativo, o valor mensal pode chegar perto de R$ 1.695 em 2026. Esse valor corresponde a 20% do teto da Previdência. É a forma de manter o histórico de contribuição no limite máximo permitido.

Mesmo assim, apenas pagar o valor máximo não garante automaticamente que o segurado irá receber o teto no futuro. Outros fatores também influenciam no cálculo do benefício.

Outro ponto muito importante é o tempo de contribuição. Quanto mais anos o trabalhador contribui, maiores são as chances de alcançar um valor de aposentadoria mais alto.

Hoje, para chegar a 100% da média salarial usada no cálculo, o tempo de contribuição costuma ser longo. Em muitos casos, homens precisam de cerca de 40 anos de contribuição e mulheres de cerca de 35 anos. Se houver muitos períodos com salários baixos ou sem contribuição, a média final pode cair.

Histórico de contribuições e revisão

Muitos trabalhadores que recebem benefícios maiores costumam acompanhar o próprio histórico de contribuições. Esse histórico fica registrado no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Nele aparecem todos os salários e períodos de contribuição registrados no sistema da Previdência.

Quando o segurado identifica erros ou períodos faltando, é possível pedir correção antes de se aposentar. Isso evita perdas no valor do benefício. Alguns aposentados também conseguem aumentar o benefício depois da concessão. Isso acontece por meio da revisão da aposentadoria.

Em alguns casos, o cálculo pode ter sido feito sem considerar períodos de trabalho, contribuições antigas ou salários que não apareceram no sistema. Assim, o segurado pode pedir uma análise novamente. O prazo para solicitar revisão costuma ser de até 10 anos após o início do pagamento do benefício.

Em suma, quem observa os aposentados que recebem valores maiores percebe um ponto em comum. A maioria deles planejou a aposentadoria com antecedência. Isso inclui acompanhar as contribuições, evitar longos períodos sem pagamento ao INSS e tentar manter valores mais altos sempre que possível.

Aliás, quais são os benefícios pagos pelo INSS?

O INSS oferece diferentes tipos de benefícios para trabalhadores e seus dependentes. Esses pagamentos funcionam como uma forma de proteção financeira em momentos importantes da vida, como aposentadoria, doença, acidente ou até mesmo para amparar a família em caso de falecimento do segurado.

Entre os principais benefícios pagos pelo INSS estão:

  • Aposentadorias: por idade, por invalidez, por tempo de contribuição, aposentadoria especial para quem trabalha em atividades de risco e aposentadoria rural.
  • Auxílios: auxílio por incapacidade temporária, conhecido como auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão, destinado aos dependentes de pessoas presas.
  • Pensões: pensão por morte, paga aos dependentes do segurado após o falecimento.
  • Salário-maternidade: benefício pago em caso de nascimento ou adoção de um filho.
  • BPC/LOAS: benefício assistencial destinado a idosos ou pessoas com deficiência que comprovem baixa renda.

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