Veja como conseguir benefício do INSS sem contribuir, quem tem direito e o passo a passo para solicitar de forma simples

Muita gente acredita que só consegue receber algum valor do INSS quem pagou contribuição por anos. Mas isso não é totalmente verdade. Existe um benefício pensado justamente para quem nunca contribuiu ou contribuiu pouco e hoje precisa de ajuda para viver com dignidade.

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Esse apoio existe e pode fazer toda a diferença na vida de idosos e pessoas com deficiência que enfrentam dificuldades financeiras. O nome dele é Benefício de Prestação Continuada (BPC), e entender como funciona é muito importante.

O BPC, é um auxílio pago pelo governo no valor de um salário mínimo por mês. Ele é garantido pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e tem como objetivo ajudar quem realmente precisa. Diferente da aposentadoria, não exige contribuição ao INSS. Mas também tem algumas limitações importantes:

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  • Não paga 13º salário
  • Não gera pensão por morte
  • Não é considerado aposentadoria
Pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) (Foto: Reprodução/ Internet)
Pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) (Foto: Reprodução/ Internet)

Quem tem direito ao benefício?

O BPC é voltado para dois grupos específicos:

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  • Pessoas com 65 anos ou mais que comprovem baixa renda familiar.
  • Pessoas de qualquer idade que tenham uma deficiência de longo prazo, seja física, mental, intelectual ou sensorial, e que também estejam em situação de vulnerabilidade.

Em ambos os casos, a renda por pessoa da família deve ser baixa, geralmente até um quarto do salário mínimo.

Principais requisitos

Para idosos:

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  • Ter 65 anos ou mais
  • Comprovar baixa renda familiar

Para pessoas com deficiência:

  • Comprovar a deficiência com impacto na vida diária
  • Passar por avaliação médica e social
  • Ter renda familiar dentro do limite exigido

A análise não é só documental. O governo avalia toda a situação da pessoa, incluindo condições de moradia e apoio familiar.

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INSS – Foto: Montagem

Como pedir o BPC passo a passo

O processo pode parecer complicado, mas seguindo cada etapa com calma fica mais simples.

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  1. Fazer cadastro no CadÚnico

Antes de qualquer coisa, é obrigatório estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico). Sem isso, o pedido nem pode ser analisado. O cadastro é feito no CRAS ou em postos de atendimento da sua cidade. É importante manter os dados atualizados, com no máximo dois anos.

  1. Separar os documentos

Organize documentos pessoais de todos da família, comprovantes de renda e, no caso de deficiência, laudos médicos. Essa parte é importante, porque qualquer informação errada pode atrasar ou até impedir a aprovação.

  1. Fazer o pedido no INSS

Você pode solicitar pelo telefone 135, pelo aplicativo ou site Meu INSS, ou até presencialmente. Dentro do sistema, basta buscar por “benefício assistencial” e seguir as orientações.

  1. Agendar a avaliação

Depois de pedir, será necessário passar por uma avaliação, destacando que todos passam pela análise social. Além disso, pessoas com deficiência também passam por perícia médica. O agendamento é feito pelo próprio sistema do Meu INSS.

  1. Passar pela perícia

Nessa etapa, o INSS vai verificar se você realmente se encaixa nos critérios.

  • A avaliação social analisa a renda e a situação da família
  • A avaliação médica verifica a condição de saúde, quando necessário
  1. Aguardar o resultado

Depois de tudo isso, é só aguardar a resposta. O INSS vai analisar os documentos e as avaliações para decidir se o benefício será aprovado.

INSS confirma aumento (Foto: Divulgação)
INSS – (Foto: Divulgação)

Quais são os principais tipos de aposentadoria do INSS?

O INSS possui diferentes modalidades de aposentadoria, além de auxílios. Cada uma possui regras específicas de idade, tempo de contribuição e outros detalhes que exigem outros requisitos. A seguir, veja as principais.

  • Aposentadoria por idade: É uma das mais comuns. O trabalhador precisa atingir a idade mínima e cumprir um período mínimo de contribuição.
  • Aposentadoria por tempo de contribuição: Essa modalidade envolve regras de transição criadas após a reforma da Previdência. O cálculo considera o tempo total de contribuição e outras exigências.
  • Aposentadoria por incapacidade permanente: Antigamente chamada de aposentadoria por invalidez, é concedida quando a pessoa não consegue mais trabalhar por causa de problemas de saúde comprovados por perícia médica.
  • Aposentadoria especial: Destinada a trabalhadores que exerceram atividades expostos a agentes nocivos, como produtos químicos, ruído ou outras condições prejudiciais à saúde.
  • Aposentadoria rural: Voltada a trabalhadores do campo, como agricultores familiares, pescadores artesanais e outros profissionais da atividade rural. Destacando que as regras costumam ser um pouco diferentes das aplicadas aos trabalhadores urbanos.

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