Comportamento de William Bonner em JN chama atenção de telespectadores

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

09/01/2021 às 07:00 · Tempo de leitura: 4 minutos

William Bonner é âncora do "Jornal Nacional" (Foto: Divulgação/TV Globo)

William Bonner é âncora do “Jornal Nacional” (Foto: Divulgação/TV Globo)

William Bonner, do “Jornal Nacional”, não tem mais conseguido esconder o seu desprezo pelo presidente Jair Bolsonaro

William Bonner foi parar na boca dos telespectadores do “Jornal Nacional” por duas situações completamente inusitadas – e que não aconteceriam nos tempos passados do noticiário. Inimigo quase declarado do presidente Jair Bolsonaro, o âncora da Globo polemizou ao alfinetar o político ao vivo, para milhões de brasileiros.

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Tudo começou na edição do dia 5 de janeiro, quando o jornalista ironizou as falas do chefe do Executivo sobre a pandemia, tendo em vista o desdém do veterano em relação às mortes. O comunicador, então, disparou: “Esse vírus contaminou quase 8 milhões de pessoas no país todo e levou luto às famílias e aos amigos de mais de 197 mil ‘cidadões’… ou cidadãos… brasileiros”.

O ‘erro’ foi considerado proposital para muitos telespectadores, já que inúmeros integrantes do governo escolhidos por Bolsonaro frequentemente comentem erros crassos de português em discursos e publicações nas redes sociais.

Um dos exemplos aconteceu em 2019, quando o professor Marcus Vinícius Rodrigues assumiu a direção do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira) e disse que formaria “cidadões (sic) íntegros, éticos, com conhecimento e trabalhadores”.

William Bonner não parou por aí. No dia 6 de janeiro, o âncora do “Jornal Nacional” reproduziu uma fala de Jair Bolsonaro ao pé da letra, conferindo o tom usado pelo mandatário em seus discursos e até mesmo gaguejos do veterano, provavelmente causados por nervosismo e estresse.

Bolsonaro respondeu às provocações de Bonner, o chamando de “sem vergonha” e “canalha”. A atitude, claro, acabou alimentando uma disputa que, além de política, se torna cibernética, já que internautas ficam à espera de mais uma troca de farpas entre as duas personalidades, que possuem papéis importantes na sociedade.

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Desde a sua eleição, Bolsonaro transformou o “Jornal Nacional” em um espaço de “janta”, termo que confere ao termo atual uma boa argumentação contra um determinado assunto. Exemplo: quando Bonner deixa a imparcialidade de lado para atacar o governo no editorial do noticiário, a internet em peso diz que o apresentador “jantou” o presidente.

É necessário determinar o que é coerente e o que é baderna na bancada do telejornal mais assistido do Brasil, editado e chefiado por Bonner, que tem mais de 50 anos de história e tem uma bagagem polêmica ao longo das décadas.

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