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Apesar de o governo federal ter mantido a antecipação do 13º salário do INSS para aposentados e pensionistas em 2025, milhões de beneficiários continuam sem acesso ao abono.
O motivo? Uma lei ainda em vigor que diferencia benefícios reais da Previdência Social, os quais dependem de contribuição para ocorrer, de quem recebe benefícios assistenciais.
Pensando em muitos que ainda tenham dúvidas quanto a essas diferenças, a equipe do TV Foco, com base em informações oficiais, traz abaixo mais detalhes sobre essas diferenças, o motivo dessa exclusão e se há chances dessa realidade mudar.
A lógica é simples e antiga:
Ou seja, a legislação vigente assegura o 13º salário apenas a quem contribuiu.
E essa distinção continua sendo aplicada mesmo com a antecipação do pagamento em 2025.
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A seguir, veja quais são os dois grupos que não terão acesso ao 13º salário neste ano, conforme o comunicado oficial do INSS:
Bom, até existem projetos que pretendem mudar essa realidade, um dos principais projetos é o PL 4439/2020, que propõe o pagamento do 13º para beneficiários do BPC.
Contudo, a proposta está parada no Congresso, sem relator designado e sem previsão de votação em 2025.
Outras propostas semelhantes também existem, mas nenhuma foi aprovada até o momento.
Mas, apesar da dura realidade, muitos beneficiários do BPC e RMV podem tentar adotar estratégias para simular o 13º no fim do ano, se assim lhes for necessário ou viável.
Veja algumas opções simples e eficazes:
Reserve cerca de 8,33% do valor mensal recebido. Ao longo de 12 meses, o montante acumulado será equivalente a um 13º.
Configure uma transferência automática para uma poupança ou conta separada. Assim, você evita gastos por impulso e mantém o controle.
Se possível, aplique esse valor mensal em opções de baixo risco, como Tesouro Selic ou CDBs com liquidez diária.
Os juros acumulados podem gerar um ganho extra até o fim do ano. Mas, para saber mais informações do INSS, clique aqui. *
A confirmação da antecipação do 13º salário pelo INSS em 2025 traz alívio para muitos, mas também ainda traz uma diferença que segue em vigor.
Beneficiários do BPC e da Renda Mensal Vitalícia continuam fora do pagamento, não por esquecimento, mas por força de uma regra antiga que separa o que é assistencial do que é previdenciário.
Apesar dos debates e propostas no Congresso, nada mudou até agora.
Mas, com informação clara e o planejamento financeiro, mesmo que difíceis, ainda são as ferramentas possíveis para enfrentar essa realidade enquanto o cenário legal não evolui.
Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.