"Começará a fechar": O comunicado do McDonald's ao encerrar atividades de todas as filiais em país
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
McDonald's - Foto: Reprodução
McDonald’s chegou a emitir comunicado impactante em país aonde o mesmo informa o fechamento de todas as suas filiais em país
Em meados de março, mais precisamente no dia 27 de março de 2023, a rede de fast food McDonald’s, emitiu um comunicado impactante informando o fechamento de todas as suas filiais localizadas em um país.
Estamos falando do McDonald’s Israel, que fez uso das suas redes sociais na época para informar o feito. De acordo com o portal O Globo, a empresa informou a paralização diária das atividades que se deu inicio ao meio dia daquela data.
Com 200 restaurantes em território israelense, a decisão da franquia entrava em conformidade com o posicionamento da Histadrut, a Organização Geral dos Trabalhadores, que declarou adesão aos protestos iniciados por civis há quase quatro meses.
No anúncio, publicado em hebraico no Instagram e no Twitter com o título “Greve Geral”, a rede de lanchonetes divulgou uma nota aos seguidores:
“Como parte do fórum de negócios junto com a Histadrut (Organização Geral dos Trabalhadores em Israel), o Mc Donald’s Israel começará a fechar todas as suas filiais a partir das 12h, até o final do ano, a partir das 14h)” -Dizia o post.
McDonald's decidiu aderir à greve em Israel para protestar contra a reforma (Foto Reprodução/Internet)
A fúria do povo de Israel tomou as ruas (Foto Reprodução/Internet)
O Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Foto Reprodução/Internet)
Razões por trás disso
Ainda de acordo com o portal O Globo, desde que retornou ao cargo após as eleições do ano de 2022, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, almejava promover uma reforma no sistema judicial do país, o que poderia aumentar o controle do poder político sobre a Justiça.
Inclusive, ele chegou a informar a demissão do ministro da Defesa, Yoav Gallant que solicitou que o governo suspendesse os planos para a contestada proposta de mudança no poder judiciário
Vale mencionar que essa decisão de Netanyahu acontecia em meio a uma intensa pressão da oposição, das ruas e de países aliados, como os Estados Unidos, para que essa proposta fosse engavetada.
Dentre as alterações que o primeiro-ministro tentou aprovar, está a de deputados ganharem poderes de anular decisões judiciais da Suprema Corte e de escolher juízes para os tribunais.
Essas alterações impactariam a divisão de poderes no país. A oposição alegou que o objetivo de Netanyahu, na verdade, era tentar se livrar dos processos que enfrenta na Justiça por corrupção, e que poderiam levá-lo à prisão.
Todos em greve!
Entre os participantes dessa greve, o Mc Donald’s Israel estava presente e, como mencionamos, em sinal de protesto realizou o fechamento de todas as suas filiais no país.
O movimento, que estava nas ruas desde o começo de janeiro de 2023, ganhou ainda mais força no decorrer do tempo. Em comunicado, quase todas as universidades do país também chegaram a anunciar greve por tempo indeterminado. O protesto se dá contra o que as unidades de ensino chamam de ameaça “à existência de Israel“.
Representantes de diversas categorias também anunciaram que iriam paralisar. A Histadrut, ou Organização Geral dos Trabalhadores em Israel, afirmou que se juntaria aos protestos. A iniciativa contou também com alguns representantes do setor empresarial, contrários à reforma.
Como ficou a situação?
De acordo com o Estadão, em julho de 2023 os protestos seguiram firmes e ainda mais intensos.
A situação estava tão insustentável que Netanyahu, que havia acabado de receber um marca passo, fez um discurso na noite do dia 24 de julho no qual sugeriu que poderia pausar a reforma judicial até o fim de novembro.
Mas infelizmente sua mensagem não conseguiu conter a agitação pública.
Muito depois da meia-noite, daquele mesmo dia, os manifestantes inundaram as ruas de Jerusalém, Tel Aviv e outras cidades do país, gritando pela democracia, queimando pneus e enfrentando as forças policiais que disparavam canhões de água.
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