Dinheiro físico tem custo mesmo? Veja agora como funciona a estrutura de cobrança nos saques da conta digital e por que eles ocorrem

A chegada dos bancos digitais, como o Nubank, transformou a relação do brasileiro com o dinheiro, consolidando as contas digitais como a principal escolha de milhões de correntistas.

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No entanto, a necessidade eventual de papel-moeda ainda faz parte do cotidiano, momento em que muitos usuários se deparam com custos operacionais inesperados, mas por que será que um simples ato de saque gera cobranças nesse caso?

Pois é, apesar de as fintechs se basearem na ideia de uma ausência total de custos e ainda oferecerem uma ampla oferta de transferências e manutenções gratuitas, essa migração do ambiente virtual para o físico exige uma infraestrutura compartilhada que gera despesas reais.

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Logo, a transparência na comunicação dessas regras define a previsibilidade financeira do cliente no momento de utilizar caixas eletrônicos.

Nubank traz alerta aos clientes (Foto: Divulgação)
Nubank traz alerta aos clientes quanto aos saques em caixas eletrônicos (Foto: Reprodução/Montagem/TV Foco/Internet)

Com base em um comunicado do próprio Nubank, emitido por meio do seu site oficial, trazemos mais detalhes sobre o assunto nesta sexta (19).

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Entenda a tarifa:

Ao contrário dos bancos tradicionais, que possuem redes próprias de agências e caixas eletrônicos, as instituições totalmente digitais dependem de parcerias com redes terceirizadas para viabilizar o acesso ao dinheiro físico.

Sendo assim: “Toda vez que um cliente realizar um saque da NuConta, terá que pagar uma tarifa de R$ 6,50”.

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A qual funciona como um repasse direto para cobrir esses custos operacionais e os impostos incidentes sobre a transação.

Agora, a gratuidade de saques prevista na Resolução nº 3.919 do Conselho Monetário Nacional (CMN) aplica-se obrigatoriamente apenas a contas correntes tradicionais (depósito à vista) e contas poupança.

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Como a modalidade digital se enquadra na categoria de conta de pagamentos pré-paga, o Banco Central não impõe uma padronização ou obrigatoriedade de isenção para saques, permitindo o repasse dos custos operacionais.

Lembrando que o valor correspondente à operação de saque aparece discriminado de forma separada no fluxo de transações do aplicativo, facilitando a identificação do custo exato do serviço.

Os reais impactos da taxa:

Além do valor fixo estipulado pela fintech para cobrir o custo de intermediação, o consumidor pode encontrar uma segunda camada de cobrança no momento de retirar o dinheiro, dependendo do terminal escolhido.

  • Autonomia dos administradores de caixas: A chamada taxa de conveniência pertence exclusivamente à empresa que gerencia e mantém o terminal físico de autoatendimento. O valor e a aplicação dessa cobrança variam conforme a localização do caixa e a empresa proprietária do equipamento;
  • Agrupamento de valores no app: Ao contrário da tarifa fixa do banco digital, a taxa de conveniência é somada diretamente ao montante total retirado. Se o usuário saca R$ 100 em uma máquina que cobra R$ 5 de conveniência, o lançamento no feed da conta exibirá o valor consolidado de R$ 105;
  • Aviso prévio: Os terminais eletrônicos devem exibir na tela o valor da conveniência antes da digitação da senha e da liberação das cédulas, permitindo ao cidadão cancelar o procedimento caso discorde do valor cobrado.

Como fazer para conseguir eliminar as taxas de saque da rotina?

Diante de todos esses dados, a gestão inteligente do saldo digital permite que o cliente contorne as tarifas de saque físico por meio de alternativas modernas de movimentação financeira:

  • Priorize o pagamento de contas, boletos e compras cotidianas por meio do Pix ou da função débito do cartão, eliminando completamente a necessidade de conversão do saldo em cédulas, garantindo isenção total de taxas;
  • Quando o uso de dinheiro em espécie for inevitável, concentrar o valor total necessário em um único saque é mais vantajoso do que realizar múltiplas retiradas de valores menores, evitando a incidência repetida da tarifa de R$ 6,50;
Priorize um saque único a fim de amortecer os valores dos saques (Foto: Reprodução/Montagem/TV Foco/Internet)
Priorize um saque único a fim de amortecer os valores dos saques (Foto: Reprodução/Montagem/TV Foco/Internet)
  • Pesquisar terminais de autoatendimento que não pratiquem a taxa de conveniência reduz o custo final da operação, restringindo o gasto apenas ao valor de repasse obrigatório da instituição financeira.

A clareza sobre as regras do sistema financeiro digital assegura que o correntista utilize os recursos de mobilidade com responsabilidade.

Sabendo diferenciar os custos da instituição e os encargos das redes físicas, o usuário assume o controle total de seu patrimônio nas transações do dia a dia.

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