CQC e a volta dos que não foram

20/05/2011 às 18:12 · Tempo de leitura: 2 minutos

Como pode um programa como o CQC conquistar apenas 6 pontos? Ele tem a linguagem dos jovens e seu jornalismo atrai os adultos, só nestes ítens já deveria superar os dois dígitos. Mas não, é um milagre quando chega perto de 8. Eu tenho parte desta explicação.

Mostrei trechos do programa para alguns amigos. Gostaram muito. Aí veio a pergunta fatídica: Onde passa este programa? É isso, leitor. Não basta ser bom, tem que estar na emissora certa. O programa pode ser o supra-sumo do documentário, se estiver escondido lá em Pirapora do Sul pouca utilidade terá.

As matérias deste programa vão além do humor, ferem profundamente a “honra” de políticos corruptos. Um dia o Paranoá pode receber mais um visitante boiando, como fizeram com um gaúcho em 2010, mas lá estão eles, perguntado, expondo o roubo. A falta de argumento perante jornalistas bem informados é visível no relacionamento entre o CQC e a turma do Congresso. Estes homens de preto estão desvirginando a mente ingênua do brasileiro.

Já vi muito político furioso diante dos microfones desta turma, ouvi perguntas inconcebíveis na época da ditadura. Eles estavam lá, olhando firme, encarando a necessidade do político parecer honrado e verdadeiro.

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