“CQC” se supera e mostra que é possível fazer humor com política em período eleitoral
Já passou algum tempo, mas sempre é possível comentar as coisas interessantes que aparecem na televisão. Que o “CQC” é um bom programa, ninguém tem dúvida. Quadros dinâmicos, boas sacadas, piadas atuais e edição interessante. Alguns exageros acontecem, não há como negar, principalmente com frases de conotação sexual. Mas, vamos ao que interessa em relação ao ‘CQC”.
O programa exibido na última segunda-feira estava acima da média, com excelentes reportagens e ótimas sacadas. O “CQC” conseguiu fazer uma “cobertura diferenciada” interessante cheia de humor num momento em que qualquer referência política bate de frente com a lei eleitoral. Também chamou atenção a reportagem realizada durante um evento onde o apresentador Roberto Justus cantou para a plateia, que não teve o direito de ver sua música executada no programa. Simples, esta reportagem ainda garantiu boas gargalhadas com uma das convidadas… O quadro “O Povo Quer Saber” com Juca Kfoury e a crítica ao exagero do Estatuto do Torcedor (xingar é proibido) foram outros pontos de destaque. Aliás, aqui vale um questionamento: era necessário colocar o apresentador Marcelo Tás como personagem durante a reportagem realizada com torcedores? Algo desnecessário, uma vez que – mesmo no humor – é preciso um certo distanciamento durante a abordagem de alguns assuntos. Além disso, apesar do exagero em relação ao palavrão (e isso deve ser questionado sim) o “Estatuto do Torcedor” tem pontos positivos e já mostrou sua utilidade. Faltou equilibrar a discussão.
Parabólica JP
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