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Diversas vezes vimos o pessoal do Pânico citar o CQC nos passando a impressão de concorrência. De igual somente o humor, o restante obedece a linhas completamente diferentes. Desiguais o suficiente para identificarmos estarem aceitando a comparação pois querem divulgar seus programas.

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Pânico debocha, vive de celebridades (sub), trata de assuntos corriqueiros, de forma inteligente, mas corriqueiros. CQC envolve-se com o mundo das notícias, usa o formato jornalístico, suas brincadeiras não tendem ao bizarro, tal como deixar alguém careca ou colocar a pessoa em um caixão e a enterrar. Ambos muito bons, mas cada um em seu campo.

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Daí ao ato de os comparar é exagero. Talvez se considerarmos o fato de serem direcionados para os jovens, mas mesmo neste ponto se diferenciam. No CQC é comum adultos conversarem com os filhos sobre os temas abordados, já no Pânico noto distanciamento dos pais visto estarem diante da arruaça, do bizarro, dos temas surrealistas.

Quando o Pânico vai às ruas é para entrevistar BBBs, gente na praia, festas curiosas em diversas partes do mundo; quando CQC está em campo trás a investida sobre o pessoal no Congresso, visitam os norte-americanos para jogar na cara deles o quanto são hipócritas à respeito das guerras, como fez Rafinha em reportagem marcante.  O pessoal do Pânico apanha nas ruas por ter abusado da paciência e por ter desrespeitado artistas, quando CQC apanha é por estar maltratando os “coitadinhos” do mundo político.

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Vamos aproximar um pouco mais os dois programas se falarmos de sua fonte inspiradora, ambos bebem do “Casseta e Planeta”. Daí surgiu o humor debochado e jornalístico. Este sim, misturava os dois mundos, tanto abatia um BBB como fazia político correr. Fora isso, nada. Seria como compararmos os personagens do BBB com as tribos do Perdidos. Pensando bem, até dá para igualar o grau de conhecimento e cultura.

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