Me desculpem os fãs de “Glee” (aviso que me incluo no grupo), mas o episódio especial de Natal da série foi uma tristeza em forma de programa de 40 minutos.
A quarta temporada está surpreendentemente boa, com uma boa história, personagens novos excelentes e uma mudança significativa nos clichês da série. A derrota do New Directions nas Sectionals no capítulo anterior foi surpreendente e pegou todos os fãs de surpresa, e o eminente fim do clube do coral nos fez acompanhar o episódio seguinte ávidos por alguma informação sobre o futuro da série.
Infelizmente isso não ocorreu, porque o episódio natalino foi um recorte de cenas desconexas e um desfile de personagens que agem de uma forma que não é natural. Logo no começo, após um acidente, Artie (Kevin McHale) tem uma epifania com Rory (Damian McGinty, vencedor do primeiro “The Glee Project” que desapareceu da série na terceira temporada como mágica) no qual ele vê como seria o mundo se ele não precisasse de cadeira de rodas.
Em outro segmento igualmente desconexo, Sam (Chord Overstreet) se casa com Brittany (Heather Morris) com medo da profecia maia que culminaria no fim do mundo. Ainda sobrou espaço para Kurt (Chris Colfer) ter uma conversa séria com seu pai e ter momentos românticos com Blaine (Darren Criss), ignorando completamente a traição deste alguns capítulos atrás.
Nem mesmo a Sue (Jane Lynch) oferecendo dinheiro para o tratamento psicológico de Marley (Melissa Besnoit) serviu para salvar esse episódio do marasmo e da sensação de tempo gasto à toa. É um pouco triste ver que esse tipo de episódio só veio a existir porque deve haver uma imposição de um especial natalino porque, em questão de história, não conseguiu incluir nada de muito relevante.
O jeito é esperar janeiro para saber o que vai acontecer com o clube do coral. Isso se não colocarem outro episódio desnecessário no meio.
Blog Pop Séries e TV – Fábio Garcia
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