CRÍTICA: Migração

03/09/2010 às 09:28 · Tempo de leitura: 2 minutos

Na sua última coluna aqui no Segundo Caderno, Artur Xexéo falou sobre o prêmio Emmy recebido por Al Pacino. Xexéo lembrou que os atores americanos do primeiro time costumavam desprezar a TV. Só faziam cinema. Hoje, a coisa se inverteu. Algumas séries, como “Law & order” e “The good wife”, já buscaram suas participações especiais entre grandes nomes do teatro. E, assim como Pacino, Glenn Close bate ponto no Emmy todo ano por causa da arquivilã Patty Hewes, de “Damages”. E ela é só um exemplo entre muitos.

Se os atores americanos faziam pouco caso da televisão, imagina os franceses. Por isso, chama a atenção a notícia (na imprensa local, e repercutida nos Estados Unidos) de que os grandes produtores de filmes $estão “diversificando”. Entre os citados, a Fidélité Films (“O pequeno Nicolau”) e a EuropaCorp, de Luc Besson.

Por “diversificando”, entenda-se buscando projetos de séries ou de teledramas de uma hora, sempre escritos e dirigidos pelos maiores craques vindos do mercado cinematográfico. Luc Besson está desenvolvendo a série “Transporter”, derivada do longa-metragem. Marc Missionnier produz “Les beaux mecs”, sobre gangues, que vai ao ar na France 2.

Sinal de que o formato de teledrama semanal e cheio de investimento é uma tendência em vários países. E, diferentemente do que se achava antigamente, ele pode trazer prestígio, além, claro, de dinheiro no bolso dos realizadores

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