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A cobertura da semana de moda de São Paulo pelo GNT veio com algumas derrapadas que beiraram o cômico. A pior delas aconteceu quando Chris Nicklas (também apresentadora do “Tamanho único” ) recebeu Sarah de Oliveira para “comentar” o desfile de Ronaldo Fraga. Foi um caso agudo de vergonha alheia, mesmo para o espectador menos altruísta. Elas pareciam uma dupla de crianças descrevendo, com grande esforço, o que se passava na passarela e que o espectador era perfeitamente capaz de enxergar em sua TV. Um festival de tatibitate.
Sarah avisou de saída: “Eu sou do tipo que choro em desfile, gente”. A frase, assustadora, precedeu um alentado diálogo sobre a “libertação” que existe no fato de hoje “ser aceitável o uso de batom vermelho ou violeta tanto no inverno quanto no verão”. No fim do desfile, com as luzes da passarela apagadas, elas disseram que a cena estava “linda”. Tremenda visão de raio-X. Mas o fecho com chave de ouro veio com a repórter Patrícia Koslinski, em lágrimas, entrevistando Fraga. Pior que isso só um vídeo escolar.
Poucos canais da TV paga dão tanto espaço para a moda quanto o GNT. Isso não é de hoje. Vem dos anos 90, com a estreia do “GNT fashion” — atualmente comandado por Lilian Pacce, mas originalmente a cargo de Betty Lago. O canal também faz extensivas coberturas dos principais eventos do setor no país, como a São Paulo Fashion Week e o Fashion Rio. Apesar de recentemente ter investido em atrações mais populares em que as dicas de bem-vestir (há controvérsias, como diria o amigo Ancelmo Góis) prevalecem, ainda há programação interessante e de bom nível ali.