Outro dia vi uma reportagem de uma senhora a qual se mostrava indignada por achar que os quadros os quais aparecem nos programas de João Kleber ou Christina Rocha são armados.
Quando, na minha adolescência, assistíamos à luta livre, todos sabíamos que era armada mas, mesmo assim, divertíamo-nos e queríamos que o mocinho ganhasse do bandido. Gostávamos de ver Fantomaz ou Ted Boy batendo em Aquiles. Não nos importava se a luta era de verdade ou não porque o que aparecia na tela passava a ser a nossa verdade. Sempre soubemos que TV era ilusão e show, como magia. Não queremos saber qual o truque do mágico, queremos amar e acreditar na ilusão da mágica.
A senhora que protagonizou a reportagem deve ser muito amarga e deprimida e, por isso, não quer ver o lado show, e a graça de João Kleber ou de Christina Rocha, em cujos programas os personagens que aparecem são bem superiores ao triste “Zorra Total”, que é mais sem graça que uma vida monótona.
O que achei engraçado foi a dona de casa indignar-se com supostas armações no show de João Kleber e de Christina Rocha, mas nada dizer sobre o táxi do Gugu, que ela deve acreditar ser verdade.
Texto: James Akel


