Crítico Rubens Ewald Filho pode ser vetado da TNT após comentários polêmicos em transmissão do Oscar
Rubens Ewald Filho comentou o Oscar na TNT. (Foto: Divulgação)
Um dos mais experientes e prestigiados críticos brasileiros de cinema, Rubens Ewald Filho causou polêmica com comentários considerados "machistas" e "transfóbicos" durante a transmissão do Oscar no último domingo (04), pela TNT.
Ao comentar sobre Daniela Vega, primeira atriz transexual convidada a apresentar um musical na premiação, o crítico disse que "essa moça, na verdade, é um rapaz". Mais tarde, quando Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz, Rubens a chamou de feia e citou rumores de que ela estaria bêbada em uma premiação anterior. "Acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso", disse.
Os comentários do crítico foram suficientes para causar um verdadeiro "rebuliço" nas redes sociais. Muitos internautas reclamaram da postura do veterano e o acusaram de preconceito. A TNT também não gostou nenhum pouco dos comentários, e chegou a repudiar o ocorrido através de uma nota.
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Agora, de acordo com a colunista Keila Jimenez, Rubens corre o risco de ser deixado de fora das futuras transmissões de premiações do canal pago. Nos bastidores, já há uma ala que defende o veto ao crítico. A decisão sobre sua permanência, no entanto, será tomada nas próximas semanas.
RECORDE NEGATIVO
A rede norte-americana ABC está preocupada com os índices registrados pela transmissão do Oscar, que no domingo (04), realizou a sua 90ª edição. Segundo dados divulgados pelo site The Hollywood Reporter, o evento foi assistido por 26,5 milhões de telespectadores nos Estados Unidos. Trata-se da pior audiência da história da premiação.
O índice também representa uma queda de 19% em relação à edição do ano passado, vista por 32,9 milhões de pessoas, e é inferior ao da cerimônia de 2008 (31,8 milhões de telespectadores), que detinha o título de pior audiência da história.
A edição deste ano, que consagrou A Forma da Água, do mexicano Guilhermo Del Toro, como Melhor Filme, foi marcado por discursos a favor da inclusão e diversidade no cinema, mesmo que em uma proporção menor do que se esperava.
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