Notas antigas do Real começam a desaparecer: Banco Central confirma retirada de circulação
O Banco Central já colocou em prática a decisão de retirar cinco cédulas da primeira família do Real. Embora essas notas ainda tenham valor legal e possam circular normalmente no comércio, o governo encerrou sua produção, e os bancos estão recolhendo os exemplares que permanecem em circulação.
A retirada faz parte de uma substituição gradual pelas cédulas da segunda família do Real, em vigor desde 2010. Com design renovado, maior durabilidade e mais segurança, essas novas versões já dominam o mercado.
As notas antigas ainda podem ser utilizadas, desde que estejam em boas condições, mas o Banco Central alerta: “Considerando o tempo de vida útil destas cédulas, é de se supor que suas condições físicas não estejam adequadas à circulação.”

Por que o Banco Central está fazendo isso?
O principal motivo é a segurança. Cédulas gastas dificultam a identificação dos elementos visuais, atrapalham o funcionamento de caixas eletrônicos e contadoras de dinheiro, além de abrirem espaço para falsificações. Atualmente, essas notas representam apenas 3% do dinheiro em circulação uma minoria que acelera o processo de renovação do papel-moeda.
Quais foram as notas retiradas de circulação?
As cédulas que deixarão de circular aos poucos são:
- R$ 1 da primeira versão;
- R$ 5 da primeira família;
- R$ 10 de papel (modelo antigo);
- R$ 10 de plástico com Pedro Álvares Cabral.
- R$ 50 da primeira família.
Entre elas, o Banco Central deixou de produzir, em 2006, a nota de R$ 10 de plástico com o mapa “Terra Brasilis”, e hoje colecionadores a consideram uma raridade.

Segunda família do Real
As notas atuais, lançadas entre 2010 e 2013, contam com visual mais moderno e elementos que dificultam falsificações. A série inclui:
R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100
Em 2020, o Banco Central adicionou a nota de R$ 200 com o lobo-guará, embora ela ainda represente apenas 24% das cédulas em circulação.
O que acontece com as moedas antigas?
A mudança não se restringe ao papel. O Banco Central também parou de fabricar a moeda de 1 centavo, fora de produção desde 2004, e a antiga moeda de R$ 1 em aço inox, que circulou entre 1994 e 2003. Ambas ainda podem ser trocadas no Banco do Brasil, desde que estejam conservadas.
Por fim, se você tem alguma dessas cédulas antigas, ainda pode usá-las no comércio. No entanto, o ideal é trocá-las por novas em agências bancárias ou utilizá-las antes que se desgastem demais. Notas rasgadas ou danificadas podem ser recusadas por máquinas e estabelecimentos.

Em suma, é importante reforçar que a atualização não muda o valor do dinheiro. Ela apenas reforça o compromisso do Banco Central com a modernização do Real, garantindo maior segurança e eficiência para o sistema financeiro do país.
