Governo vai liberar parte do saldo do FGTS como garantias para consignado

O governo federal prepara uma mudança importante no uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que pode facilitar o acesso a crédito mais barato para milhões de trabalhadores com carteira assinada (CLT).

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A proposta, prevista para entrar em vigor a partir de 20 de maio, permite que parte do saldo do FGTS seja usado como garantia em empréstimos consignados, o que tende a reduzir juros e ampliar o acesso ao crédito.

Nesta matéria, você saberá:

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  • Nova regra que amplia o uso do FGTS como garantia
  • Como funcionará o Crédito do Trabalhador
  • Percentuais que poderão ser utilizados no empréstimo

Como funciona a nova liberação do FGTS

O governo está desenvolvendo um modelo que permitirá os trabalhadores do setor privado, sob o regime CLT, utilizarem parte dos recursos do FGTS como garantia em operações de crédito consignado.

De acordo com informações do portal O Globo, técnicos apontam:

  • Será possível utilizar até 20% do saldo disponível na conta do FGTS
  • Também poderá ser usada a totalidade da multa de 40% em caso de demissão sem justa causa

Essa mudança representa uma ampliação das regras atuais, que permitem apenas:

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  • 10% do saldo disponível
  • 40% da multa rescisória

Apesar da autorização já existir, os bancos não utilizam esse modelo hoje porque o sistema não permite fazer a vinculação entre a conta do FGTS e o contrato de crédito consignado.

O que é o Crédito do Trabalhador

O chamado Crédito do Trabalhador é uma plataforma digital que permite contratar empréstimos consignados diretamente pelo aplicativo da carteira de trabalho digital.

Principais características:

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  • Contratação totalmente digital, pelo celular
  • Não exige convênio entre empresa e banco
  • Possibilidade de fazer mais de um empréstimo (com margem disponível)
  • Comparação entre bancos para escolher a menor taxa

Desse modo, o trabalhador poderá escolher no sistema o banco que cobrar a menor tarifa do empréstimo.

Impacto nos juros e dívidas

Uma das principais metas do governo de Lula com a medida é substituir dívidas mais caras por crédito mais barato.

Atualmente, muitas pessoas recorrem a crédito pessoal sem garantia (CDC), parcelamentos com financeiras, cheque especial e rotativo do cartão de crédito.

Essas modalidades possuem juros elevados. Com o FGTS como garantia, o risco para os bancos diminui e, consequentemente, os juros também.

De acordo com o Ministério do Trabalho a taxa média do consignado está em 3,66% ao mês.

Ao todo, foram liberados R$ 123 bilhões e cerca de 9 milhões de trabalhadores já utilizam a modalidade.

Notas de cem reais e carteira de trabalho (Foto: Canva)
Notas de cem reais e carteira de trabalho (Foto: Canva)

Quem pode se beneficiar com a nova regra do FGTS?

O Brasil possuí mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A expectativa do governo é que até 25 milhões de pessoas sejam incluídas no programa em até 4 anos.

Apesar da ampliação do uso do FGTS, a operação só poderá ser feita pela plataforma federal e não estará disponível diretamente nos sistemas dos bancos.

Homem segurando notas de cem reais e logo FGTS (Foto: Montagem TV Foco / Canva / Internet)
Homem segurando notas de cem reais e logo FGTS (Foto: Montagem TV Foco / Canva / Internet)

Por que a mudança no FGTS é importante?

O uso do FGTS como garantia pode transformar o acesso ao crédito no Brasil ao:

  • Reduzir juros para o trabalhador
  • Diminuir o endividamento em modalidades caras
  • Aumentar a concorrência entre bancos
  • Ampliar a inclusão financeira

Próximas mudanças previstas

O programa ainda terá novas fases de implementação. A partir de junho, acontecerá a migração automática da dívida consignada em caso de troca de emprego.

Esse fato reduz o risco para bancos em situações de demissão do trabalhador.

O programa ainda tem fases em desenvolvimento:

  • Integração do consignado do INSS em uma plataforma única
  • Aposentados poderão contratar pelo aplicativo Meu INSS
  • Bancos terão até 40 dias para se adaptar
Notas de real e FGTS (Foto: Montagem TV Foco / Canva / Internet)
Notas de real e FGTS (Foto: Montagem TV Foco / Canva / Internet)