Decisão de Lula: Reajuste de 3,9% aumenta pagamento do INSS em 2026

Lula define reajuste de 3,9% e assegura aumento nos valores pagos pelo INSS aos aposentados e pensionistas em 2026

23/02/2026 às 17:00 · Tempo de leitura: 4 minutos

Luiz Inácio Lula da Silva e logo INSS (Fotos: Reproduções / Globo / Internet/ Canva)

Lula define reajuste de 3,9% e assegura aumento nos valores pagos pelo INSS aos aposentados e pensionistas em 2026

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou o reajuste de 3,9% nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social que superam o salário mínimo. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026.

Com isso, o teto da Previdência Social subiu para R$ 8.475,55. O valor passou a valer para aposentadorias e pensões pagas ao longo do ano. A decisão seguiu a variação oficial da inflação registrada em 2025.

O reajuste seguiu o INPC, que significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor. O INPC mede a inflação para famílias com renda de até 5 salários mínimos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística calcula esse índice todos os meses.

Reajuste do INSS (Foto: Montagem/TV Foco)

Portanto, o governo utilizou esse número para atualizar os benefícios acima do mínimo. A correção preservou o poder de compra, mas não garantiu aumento real.

Além disso, o salário mínimo nacional subiu para R$ 1.621,00 em 2026. Quem recebe exatamente o mínimo teve reajuste maior, de 6,79%. Isso ocorreu porque a política do mínimo considera inflação e crescimento econômico. Já os benefícios acima do mínimo seguiram apenas o INPC. Assim, o percentual ficou menor.

Qual é o valor do teto do INSS em 2026?

Com a atualização, o teto do INSS alcançou R$ 8.475,55. O teto representa o valor máximo que o segurado pode receber por mês. Mesmo que o trabalhador tenha contribuído sobre salários altos, o benefício não ultrapassa esse limite. Em 2025, o teto era de R$ 8.157,41. Agora, o novo valor já está em vigor.

A portaria que oficializou os números foi publicada em janeiro. O texto determinou aplicação retroativa a 1º de janeiro de 2026. Isso significa que os pagamentos seguintes já refletiram os novos valores. Além disso, quem começou a receber benefício ao longo de 2025 teve reajuste proporcional. O cálculo considerou o mês de início do pagamento.

A tabela de contribuição também mudou. O trabalhador com carteira assinada paga ao INSS um percentual do salário. Essa contribuição financia aposentadorias e pensões. Em 2026, as alíquotas ficaram assim. 7,5% para salários até R$ 1.621,00. 9% até R$ 2.902,84. 12% até R$ 4.354,27. 14% até R$ 8.475,55.

Esse modelo é progressivo. Isso significa que cada faixa salarial paga um percentual diferente apenas sobre a parte correspondente. Portanto, o desconto não aplica 14% sobre todo o salário. O cálculo ocorre por partes. Esse sistema reduz o peso sobre rendas menores.

Por fim, o reajuste de 3,9% recompôs perdas causadas pela inflação. No entanto, ele não representou ganho real. Especialistas apontaram que o poder de compra ficou estável. Ainda assim, o governo manteve a regra prevista na legislação.

Além disso, o debate sobre aumento acima da inflação deve continuar nos próximos anos. Enquanto isso, aposentados acompanham cada atualização anual.

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