Decreto na era Nunes acaba com o pagamento nos ônibus no metrô e na CPTM de São Paulo com uso do Bilhete Único
O Bilhete Único consolidou-se como a principal ferramenta de integração do transporte público em São Paulo desde 2004, quando a prefeitura implantou o sistema nos ônibus municipais.
Em 2006, a cidade ampliou o modelo para o metrô e a CPTM, o que permitiu conexões mais baratas entre modais. Desde então, milhões de usuários utilizam o cartão diariamente para trabalhar, estudar e acessar serviços básicos.

Além disso, o sistema reduziu custos individuais ao permitir múltiplos deslocamentos dentro de um intervalo determinado. Por isso, qualquer informação sobre gratuidade total chama atenção imediata da população. Nos últimos meses, esse tipo de notícia voltou a circular com força nas redes sociais.
Durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes, a prefeitura publicou decretos que alteraram regras específicas do Bilhete Único, o que gerou confusão. Entre essas normas, a administração criou benefícios direcionados a públicos determinados, como mães de crianças matriculadas em creches municipais.
Nesse caso, o poder público concedeu cotas de viagens gratuitas conforme critérios definidos em decreto. No entanto, essas medidas não atingiram todos os usuários do sistema.
Todos possuem direito a gratuidade nos transporte em São Paulo?
As informações oficiais mostram que a prefeitura não decretou tarifa zero universal para o transporte público paulistano. Pelo contrário, o município manteve a cobrança regular para a maioria da população.
Contudo, programas específicos ampliaram o acesso gratuito para grupos considerados prioritários, como estudantes, idosos, e pessoas com deficiência.
Enquanto isso, o metrô e a CPTM seguiram sob gestão estadual, o que exige decisões conjuntas para qualquer mudança ampla. Portanto, não existe respaldo legal para afirmar que o Bilhete Único deixou de exigir pagamento em todos os modais. As tarifas continuam válidas dentro das regras já conhecidas.
Além disso, campanhas pontuais contribuíram para o aumento da confusão. A prefeitura passou a adotar o chamado Domingão Tarifa Zero nos ônibus municipais em datas específicas. Essa iniciativa suspendeu a cobrança apenas aos domingos e somente no sistema gerido pela SPTrans.
Porém, o benefício não se estendeu aos dias úteis nem aos trilhos. Mesmo assim, muitas publicações ignoraram esses limites e trataram a medida como definitiva. Esse tipo de distorção reforçou a circulação de boatos.
Por fim, as tarifas seguem ativas, com exceções restritas a programas específicos. Portanto, notícias que anunciam gratuidade total não refletem a realidade. O acompanhamento das publicações oficiais continua sendo a forma mais segura de entender o que realmente muda no transporte público paulistano.
