Decreto de Tarcísio em SP traz fim de uma era na linha 1-Azul do metrô e gera tensão em paulistas
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Decreto em SP traz fim de uma era na linha 1-Azul do metrô (Foto: Reprodução/ UOL, Renato Lobo/ Via Trolebus)
O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, crava decreto com fim de uma era na linha 1-Azul do metrô
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou um decreto que crava o fim de uma era na Linha 1-Azul do Metrô no próximo ano causando uma grande tensão nos paulistas.
Tarcísio afirmou que pretende privatizar a linha 1-Azul. Conforme o governador, a concessão será feita no mesmo leilão que definirá a empresa responsável por construir e operar a futura Linha 20-Rosa.
Conforme apurado pelo TV FOCO, segundo o portal ‘O Globo’, Tarcísio falou sobre o novo plano no dia 08 de abril deste ano, durante o anúncio de uma nova estação na Linha 10 (Turquesa) do metrô.
“Nossa ideia é que ano que vem levaremos a leilão a Linha 1 junto com a Linha 20, que é um sonho antigo da região do ABC que é ter o metrô chegando aqui”.
“Vamos analisar todas as estações para ver o que precisa ser “repotencializado” e também a reforma das linhas da CPTM que estão operando hoje”, disse o governador.
Projetos de expansão e modernização
A Linha 1, inaugurada em 1974, foi a primeira do Metrô de São Paulo e liga a Zona Norte à Zona Sul, passando pelo Centro da cidade.
Já a Linha 20 é um projeto antigo que nunca saiu do papel, mas pretende conectar bairros da Zona Oeste, como a Lapa, a cidades do ABC, como São Bernardo do Campo e Santo André.
Durante o anúncio de uma nova estação da Linha 10-Turquesa da CPTM, Tarcísio afirmou que o governo também irá revisar a estrutura das linhas atuais. Assim, sendo parte de um plano de modernização e expansão do transporte público.
Modelo de concessão
A estratégia do governador é privatizar linhas já existentes em conjunto com a concessão de novas. Assim, garantindo que a empresa vencedora tenha fluxo de caixa enquanto constrói a linha recém-planejada.
Um exemplo é o recente leilão do Trem Intercidades Campinas, combinado com a concessão da Linha 7-Rubi da CPTM. O consórcio vencedor acabou sendo formado pelo Grupo Comporte e pela empresa chinesa CRRC Sifang.
Dessa forma, o próximo passo será conceder a Linha 3-Vermelha, que transporta o maior número de passageiros, com a Linha 16-Violeta, ainda em estágio inicial de planejamento.
Outras combinações incluem a Linha 2-Verde com a Linha 19-Celeste, que conectará o Centro de São Paulo a Guarulhos.
Meta até 2026
- O governador planeja privatizar todas as linhas do Metrô e da CPTM até o fim de seu mandato, em 2026.
- Apesar disso, ele afirmou que ambas as estatais não serão extintas.
- Elas passarão a focar no planejamento e na execução de obras, deixando a operação diária para a iniciativa privada.
- Atualmente, quatro linhas estão privatizadas: 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, todas geridas pela CCR.
- A empresa também será responsável pela Linha 17-Ouro, um monotrilho prometido para a Copa de 2014 que ainda não foi entregue.
Afinal, qual o motivo das privatizações no metrô?
A principal razão para a privatização é a situação financeira das empresas públicas. Em 2022, a CPTM registrou um prejuízo de R$ 432 milhões, enquanto o Metrô perdeu R$ 1,16 bilhão.
A queda no número de passageiros durante a pandemia agravou a crise, já que a principal fonte de receita dessas empresas é a tarifa.
Considerações finais
Com as privatizações, o governo espera melhorar a qualidade do serviço, viabilizar a expansão da malha ferroviária e aliviar as contas públicas, garantindo um transporte mais eficiente para a população.
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