"Dedico 80% do que sou ao sofrimento que passei na Record", diz Cátia Fonseca
Apresentadora conta tudo!
Em entrevista ao IG, a apresentadora do “Mulheres” na TV Gazeta falou um pouco mais sobre sua carreira e como foi sua passagem conturbada pela Record. A morena reconhece que sem o “empurrão” da emissora, ela não seria quem é hoje.
A gente já vinha com alguns problemas e descobri ao longo dos anos que não importa o que a gente faz, mas sim como fazemos. Na época, eu era um pouco intransigente, muito nova, cabeça dura, tonta e levava a vida a ferro e fogo. Eles queriam modificar o programa e eu não aceitei a mudança. Como já disse, gosto de aprender no negativo, e foi na Record que vivi isso.
A profissional que sou hoje dedico 80% ao sofrimento que passei com a pressão excessiva na Record. Naquela época eu não entendia, mas hoje compreendo que a cobrança te transforma. Cresci por culpa deles, e agradeço aos meus inimigos, porque se não fossem eles, não seria quem eu sou.
Ao ser questionada se teria vontade de ir para outra emissora, Cátia respondeu:
Tenho uma ótima convivência com a Gazeta. Propostas já recebi muitas, mas para você sair, tem que ser algo que vá te fazer muito melhor do lugar que você está. Dinheiro é importante, sim, mas às vezes o monte que te chacoalham na frente não vai te dar felicidade, nem pagar a sua paz. Aqui é um casamento, e ele tem que ser feliz.
Cátia ainda brinca com boatos de que ela queria a demissão de Mama Bruschetta no início do “Mulheres”
Já cheguei aqui pedindo a cabeça dela. Cheguei e falei na lata que não gostava dela e que não queria ela. Quando a Gazeta me chamou, foi a única exigência. Eu disse: ‘Não vou vincular minha imagem com a da Mamma, ela é muito maldita, fica arrumando confusão com todo mundo’. Daí levaram ela para Roma, o papa abençoou e ela ficou boazinha. Hoje ela é minha gordinha.
Sobre a recente separação, a apresentadora respondeu:
Casamento é uma coisa que a gente começa numa estrada onde as duas pessoas estão juntas. Mas depois de um tempo, começamos a ver que nossos propósitos de vida eram muito diferentes. Eu e meu ex-marido tentamos durante alguns anos ver se dava certo, principalmente porque o Felipe era muito jovem ainda, e até que foi dando. Mas percebemos que não nos amávamos mais como deveríamos para continuarmos casados.
Parei e pensei muito em como eu quero estar daqui a 20 anos, com 64. Foi aí que decidi que não dava mais, e como a decisão foi minha, nada mais justo que eu saísse de casa até ele se sentir confortável e preparado para darmos andamento ao divórcio. Não existe uma pessoa errada nessa hora, existem os dois lados, todos culpados, e aí essa raiva é meio inevitável. A questão é que mudei demais e me tornei uma pessoa egoísta, preciso ser feliz, ser honesta comigo.
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