
Ilustração fábrica fechada (Fotos: Canva / Freepik)
Nesta quarta-feira, 9, iremos relembrar o encerramento das atividades de uma das principais fábricas da Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco, após quase seis décadas de operação.
A decisão resultou na demissão de aproximadamente 2 mil trabalhadores e causou um forte impacto social e econômico entre os moradores da região.
Trata-se da Arlanxeo, multinacional do setor químico, que anunciou o encerramento das operações de sua unidade localizada no município do Cabo de Santo Agostinho, em agosto de 2024.
De acordo com o portal A Verdade, a empresa — líder global na produção de borracha nitrílica — é controlada por grupos de capital estrangeiro, com sede na Alemanha e na Arábia Saudita.
Primeiramente, a unidade da Arlanxeo no Cabo de Santo Agostinho tinha papel estratégico na economia local.
Ao todo, eram cerca de 500 funcionários diretos e mais de 2 mil trabalhadores indiretos afetados com a paralisação.
A empresa anunciou um plano social com o objetivo de suavizar os impactos das demissões.
Desse modo, como parte da transição, os funcionários foram colocados em licença remunerada, com retorno previsto para o dia 15 de agosto de 2024.
Na ocasião, seriam informados sobre os detalhes referentes à rescisão contratual e aos benefícios oferecidos.
De acordo com o portal JC do UOL, a Arlanxeo também informou que pretende concentrar suas atividades industriais nas regiões Sul e Sudeste do país.
O presidente do SindBorracha/PE, Geraldo Soares, destacou os esforços realizados pela entidade para tentar minimizar os danos sociais e trabalhistas causados pelo fechamento da fábrica.
“Quando a Arlanxeo anunciou o encerramento das atividades, no dia 6 de agosto, buscamos negociar alternativas que reduzissem os impactos, tanto para os 104 trabalhadores contratados diretamente, quanto para os cerca de 400 terceirizados e mais de 2 mil trabalhadores indiretos — sem falar na população do Cabo de Santo Agostinho”, explicou Geraldo em entrevista ao portal A Verdade.

Além disso, o fechamento da unidade trouxe não apenas consequências econômicas, mas também ambientais.
A planta armazenava grandes quantidades de solventes e catalisadores, o que gerou preocupação quanto à destinação adequada desses materiais.
O sindicato alertou sobre os riscos ambientais relacionados à descontaminação da área e à manipulação dos resíduos químicos.
Desse modo, o SindBorracha/PE adotou diversas medidas emergenciais:

Por fim, o encerramento das atividades se deu por causa de uma retração no mercado da região Nordeste.
Fato que levou à redução da capacidade operacional da planta, aumento nos custos de produção e perda de competitividade frente a outras regiões do país.

Em resumo, a Arlanxeo encerrou oficialmente, em 2024, as atividades de sua fábrica no Cabo de Santo Agostinho, após quase 60 anos de influência industrial e social na região metropolitana de Recife.
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