Demitido do SBT, Moacyr Franco deve dar a volta por cima e ser contratado na Globo

28/11/2017 às 19:40 · Tempo de leitura: 3 minutos

Moacyr Franco na Praça é Nossa do SBT (Foto: Reprodução)

Moacyr Franco na Praça é Nossa (Foto reprodução)

O jogo está prestes a virar para Moacyr Franco, que foi demitido inesperadamente pelo SBT. A emissora de Silvio Santos está realizando demissões em massa e já fez várias vítimas, mas o comediante, se depender do Multishow, não ficará muito tempo fora do ar na televisão.

+Recentes demissões no SBT não teriam relação com Silvio Santos

De acordo com informações do colunista Flávio Ricco, ele deve ser contratado pelo canal pago do Grupo Globo e já estão com as negociações avançadas. A ideia é de que ele passe a comandar um programa humorístico em breve, que contaria com muita música e diversão.

Moacyr estava há doze anos integrando o elenco do humorístico A Praça é Nossa e trabalhava no SBT há vinte anos. Sua parceria com Carlos Alberto de Nóbrega existia desde a década de 1960, no clássico Praça da Alegria, e toda essa trajetória acabou chegando ao fim.

Ele já criou, dirigiu e apresentou vários projetos no SBT, como os memoráveis Ô Coitado e Meu Cunhado. Sua saída é resultado da reestruturação de gastos do SBT, que não vem poupando nem mesmo os veteranos.

CARLOS ALBERTO SE MANIFESTA SOBRE DEMISSÃO DE MOACYR FRANCO E REVELA MEDO DO FIM DA “PRAÇA”

Após dias de silêncio, finalmente Carlos Alberto de Nóbrega se manifestou e falou sobre a demissão do amigo de 61 anos, Moacyr Franco, do SBT.

Carlos Alberto compareceu à Câmara dos Vereadores de São Paulo nesta segunda-feira (27) para receber uma homenagem pelos 30 anos de “A Praça É Nossa”. Lá, falou sobre a saída de Moacyr do canal de Silvio Santos.

Melancólico, ele disparou: “É a vida. Amanhã sou eu. No dia em que a ‘Praça’ não der mais audiência e não entrar mais dinheiro, eles têm todo direito de parar comigo. Vão respeitar o meu contrato, porque não sou igual a eles, tenho contrato. Mas isso é uma coisa que eu nem sonho, porque eu quero morrer trabalhando”, disse Carlos.

E acrescentou, ao sentar-se no plenário da Câmara: “Eu estava muito preocupado com o que ele pensasse. Minha preocupação não era com que os críticos pensassem, porque minha consciência está tranquila. Eu queria que o meu amigo de 61 anos me entendesse”.

Carlos  ainda comentou: “[A demissão] não afeta o programa, e sim a emissora, porque se meu programa dá 1 milhão de lucro, há três que dão 1 milhão de prejuízo. Mas não pode tirar os programas do ar. Tem que haver uma compensação. Silvio Santos pensa na emissora. O diretor artístico, na programação. E eu penso na ‘Praça’. O meu problema é a ‘Praça’”, disse.

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